quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo...

Um pequeno brinde para todos os que habitam o meu coração...
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Votos de um 2009 repleto de Felicidade!

...sempre...

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

No fim do ano, uma história...

Há alguns dias atrás, “abracei” uma iniciativa que teve lugar em todas as escolas primárias do distrito de Leiria. A iniciativa (que aplaudo) consistiu em presentear todos os alunos do 1º ciclo do ensino básico do distrito de Leiria com um livro escrito pelo professor José Manuel Silva (Professor do Instituto Politécnico de Leiria ), com ilustrações da também professora Inês Massano Cardoso.

Tendo o particular intento de oferta, este livro não se encontra à venda em livrarias. Li esta obra às minhas filhas e as duas adoraram ouvi-la e fizeram muitas observações e perguntas (fáceis de responder – descansem).

Tenho pena que esta história não venha a ser comercializada, mas, como acho que a mesma é, na sua simplicidade, muito bonita e mostra às crianças que o valor das coisas não é, nem deve ser monetário, e que as melhores coisas da vida são gratuitas (como o é a imaginação), irei de seguida transcrevê-la de forma a que, sobretudo quem tenha filhos pequenos, possa deliciá-los com esta pequena obra literária. Mesmo porque nunca é cedo demais para começar a “viciar” as nossas crianças no mundo dos livros, não acham?

Assim vos deixo com “ Bonifácio e o cavalinho Imaginação”!
Sim, eu também achei que poderiam ter escolhido outro nome para um livro de crianças, mas, não terá sido propositado?
Talvez para ensinar às crianças desde tenra idade a não estranharem nomes e/ou pessoas. Se calhar alguns “Bonifácios” e “Gervásios” e outros do género enquanto crescíamos e… Talvez eu não tivesse franzido o nariz ao nome Bonifácio… Mas, nomes à parte, a história dirá tudo!

Feliz 2009!!!...Cheio de boas leituras!!!...

“O Bonifácio era um menino sortudo, pelo menos era o que todos pensavam.
Nunca lhe faltara nada. Filho de pais abastados, habituou-se desde sempre a ter tudo o que queria. Toda a família lhe dava muitos mimos e como gostavam muito dele, estavam sempre a dar-lhe brinquedos, a oferecer-lhe gelados e a dar-lhe chocolates.

Mas o Bonifácio era um menino triste, muito triste. Ninguém sabia donde lhe vinha aquela tristeza. Quase nunca sorria e passava o dia a ver televisão e a comer pipocas.
Devia ser por isso que era infeliz, sempre afundado no sofá, com a tigela das pipocas numa mão e o comando da TV na outra.

Mesmo assim nunca deixava aquele ar triste, para desespero dos pais que não percebiam como podia o seu filho ser assim. Motivos para se sentirem tristes tinham os meninos pobres, pensavam eles, agora o seu filho, a quem nada faltava, não tinha razões para isso. Se lhe davam tudo, ele tinha a obrigação de sorrir e de ser feliz.

Como o Natal estava a chegar desafiaram o Bonifácio a deixar a televisão e as pipocas por um bocadinho para escrever uma carta ao Pai Natal a encomendar as prendas. O miúdo ficou confuso. Via tantos Pais Natal na televisão que ficou na dúvida a qual deles se dirigir.

Na noite de Natal o Bonifácio não arredava pé de frente do televidor pois estava desconfiado que era por ali que as renas haviam de aparecer com o seu dono carregado de prendas.

Enganou-se, foi na porta da frente que apareceu um enorme caixote cheio de lindos embrulhos.
Toda a família se pôs a ajudar o Bonifácio a abrir as prendas, cada uma mais bonita do que a anterior. Mas ele nem um sorriso, parecia até cada vez mais triste.

Foi então que viu um embrulho estranho. Era muito estreitinho e comprido e depois alargava como se fosse uma almofada e era molinho e quando se abanava ouvia-se um guizo. Era a prenda da avó Maria. Deixou as pipocas, pousou o comando da TV e começou com muito cuidado a desembrulhá-la.

De repente começou a sorrir como nunca antes acontecera. De entre o papel rasgado saiu um cavalinho. O corpo era o pau de uma velha vassoura. A cabeça fora feita com toda a ternura do mundo pela avó, que aproveitara uns panos castanhos que já não serviam, cortara-os com a ajuda de um molde, enchera-os de espuma, desenhara e pintara os olhos de verde, o nariz de azul e a boca de um vermelho bem vivo. Depois pusera-lhe umas rédeas e, não fosse o cavalinho perder-se, um guizo ao pescoço, parecido com os dos gatos.

O Bonifácio sorria muito contente para o cavalinho e este, coisa extraordinária, também lhe sorria. Experimentou montá-lo, que alegria. Nunca tinha sentido nada assim.
Chamou-lhe Imaginação. Olhou, sem entusiasmo para todos os outros brinquedos, caros e sofisticados, espalhados pelo chão, e sentiu o cavalinho relinchar como que a convidá-lo para uma viagem maravilhosa.

Fincou os pés nos estribos imaginários, segurou fortemente nas rédeas e deixou-se embalar por um galope sem fim.

A partir desse dia o Bonifácio foi o menino mais feliz do mundo. No seu cavalinho experimentou todas as aventuras, foi a todos os continentes, percorreu todos os mares, passou por todas as montanhas, fez imensos amigos e aprendeu coisas que ninguém mais sabia. Diz-se até que o Sol mais não é do que o seu sorriso feliz quando cavalga o cavalinho Imaginação.”
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...sempre...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Neste Natal...

Muita coisa aconteceu este ano...
Algumas coisas boas, outras, muito boas!... Algumas coisas más, outras, muito más!...
Mas, como em todos os anos, esta altura (de introspecção para muitos) é também altura de renovar a esperança por um futuro mais agradável.
É obviamento isso que desejo a todos de quem gosto, com uma incidência muito especial (outra coisa não seria de esperar) para as princesas do meu reino!
A todos, perto, longe, mas SEMPRE no meu coração, deixo este pequeno vídeo com uma música alusiva à época num cenário de fantasia, com os votos de um futuro risonho e que este mundo de fantasia transborde e sejamos todos afectados por ele...E que não mais haja impossíveis...

Feliz Natal!

...sempre...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Direito do Trabalho...

Uma das coisas que gosto de fazer é frequentar aulas ou cursos de formação. Considero-as uma óptima maneira de adquirir e/ou aprofundar conhecimentos.
E se, por vezes, acabo a lamentar o tempo por lá passado por não ter achado a dita proveitosa, o mesmo não se pode dizer da acção de formação que frequentei nas passadas 3ª e 4ª feira.
A acção dizia respeito a um tema sobre o qual me dá sempre muito prazer debater... Direito do trabalho!
O formador, esse então é um orador nato, daqueles que podemos passar dias a fio a ouvir sem nunca nos cansar o corpo ou a mente!
Dr. Albano Santos, um homem do Norte, Advogado especialista em Direito do Trabalho!
Foi mesmo um prazer assistir à sua formação . Abençoada inscrição... Valeu mesmo cada cêntimo!
A formação em causa foi feita através da APECA (Associação Portuguesa das Empresas de Contabilidade e Administração) da qual o Dr. Albano é responsável pelo Departamento Jurídico.
Se alguém alguma vez precisar de um advogado de Direito do Trabalho, seja para uma situação real da sua vida ou mesmo para algum trabalho (no caso dos estudantes) em que precise de algum tipo de esclarecimento sobre o tema em causa, recomendo vivamente este profissional, pois além de (sem sombra de dúvida) dominar o assunto, ainda tem o dom (claramente um dom, pois não é algo que esteja acessível a todos) de conseguir expor o tema de uma forma que qualquer ser o consiga entender sem qualquer dificuldade.Sim, senhor! Parabéns, Dr. Albano Santos!
...sempre...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Uma história verídica...

O que me traz aqui hoje é uma história... Uma magnífica história da qual tomei conhecimento, e por achá-la tão linda e digna de nota, resolvi partilhar neste espaço.
Esta história, de tão incrível, quase parece fictícia, mas não é, garanto-vos. É simplesmente...incrível...
A história envolve uma senhora que conheço, viúva desde que a sua filha tinha 3 anos (actualmente tem 34). Esta senhora, após a morte do seu marido, fez grandes sacrifícios para conseguir educar da melhor forma possível a sua única filha (minha amiga).
Apraz-me dizer que o conseguiu e que a sua filha é uma mulher sensacional, muito amiga e muito bem formada.
Bem, mas voltemos à história. Sem grandes novidades até há alguns meses atrás, altura em que tudo mudou...Mas antes disso, deixem-me só fazer um pequeno parênteses...
Quando a minha amiga tinha 15 anos, arranjou um namorado da marinha (de profissão, não da terra), por esta altura, o rapaz ia partir para "talvez" não mais voltar, o que provocou na mãe da minha amiga uma reacção de tristeza e choro tendo no momento confessado à sua filha uma paixão antiga que houvera tido e que se tinha ido embora (pelas mesmas razões do agora namorado da filha), tendo ficado a história inacabada entre ambos. Entretanto, a jovem casara e tivera uma filha.
Acabado o parênteses, 30 anos passaram sem que do jovem rapaz se tivesse notícia...
Até que, no inicio deste ano... Ele telefona (nem sei muito bem precisar em que condições) à mãe da minha colega para retomar o contacto; ele, sozinho, ela, sozinha (na Suíça), decidem encontrar-se (em Frankfurt)... Hoje estão juntos, como se nem um dia tivesse passado desde a sua separação...
Mais de 30 anos sem contacto e a chama nunca se apagou... Não é uma história linda?
...sempre...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Gostava de poder...

Há alturas da vida em que gostava de fazer o tempo andar mais depressa.
Num sopro, num piscar de olhos, avançar alguns dias, alguns meses, só para que pessoas de que gosto pudessem ultrapassar alguns dissabores sem mesmo notar, sem serem afectados pelas ondas de choque e destruição que algumas situações acarretam...
Infelizmente, não é possivel!
Por isso mesmo, por tal não ser possivel, tento mostrar que estou disponível, cada dia, cada minuto, cada segundo, de noite, de dia, seja a que hora for e em que lugar for, porque a amizade não tem hora nem sítio para acontecer... Ela acontece sempre que seja possível e sempre que um(a) amigo(a) de mim precise.
Quem precisa de saber isto (ou talvez seja eu que precise de garantir que o sabe) sabe para quem estou a escrever, por isso, não te esqueças, para o que for preciso, cá estarei para apanhar e reagrupar os bocadinhos como fizeste em tempos com tanto carinho. Espero estar à altura!
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Uma verdadeira amizade é como a fosforescência, resplandece melhor quando tudo escureceu - Tagore
O amor é cego, a amizade fecha os olhos - Blaise Pascal
...sempre...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Embora doa...

Nesta altura do ano, sou sempre invadida por uma necessidade de fazer algo mais.
Assim, além de uma contribuição à UNICEF (apesar de as fazer durante todo o ano, a que reservo para este mês tento sempre que seja um pouco superior), tento ver o que mais posso fazer para ajudar alguém a passar um Natal um pouco mais feliz.
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Recolho brinquedos pela casa, que ainda se encontram em bom estado, aos quais as minhas filhas já não dão atenção, para crianças que deles necessitem para saber que o "Pai Natal" não se esqueceu que elas existem; contribuo para todas as campanhas de angariação de alimentos que sejam efectuadas (novamente, algo que faço todo o ano) e tudo o resto que possa ajudar um meu semelhante a ter, nesta época, um bocadinho daquilo que consideramos um dado adquirido durante todo o ano.
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No Natal, somos também contemplados com diversas músicas dentro do espírito que nos fazem sentir ainda mais generosos e benevolentes para com o resto da humanidade.
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Neste âmbito, algum tempo depois de ter passado na RFM (minha rádio de eleição) uma música que gosto muito, dos Klepht - Por uma noite (actualmente, no "Sentir com música..."), saiu outra do mesmo grupo, que me chamou a atenção pelo tom algo tenebroso que acompanhava a melodia. A música em causa é "Embora doa", fala da nossa inércia em relação ás imagens de guerra e dor que vemos diariamente nos meios de comunicação social e aqui vo-la deixo para que possam ponderar um pouco sobre o assunto, (nesta época em que todos apregoamos a paz e o amor), tal como eu fiz...

...sempre...

sábado, 6 de dezembro de 2008

Tão perto, tão longe...

Por vezes, as coisas que mais queremos na vida, estão tão perto... e no entanto, tão longe...
Hoje, é claramente um destes dias, em que aquilo que mais quero está tão perto e no entanto tão longe...
Confusos? É normal, pois algumas coisas só a NÓS dizem respeito e só NÓS sabemos o que querem dizer...
E hoje, posso dizer que sinto um orgulho tremendo, pelo que vi, estou feliz por isso e no entanto insatisfeita, pois o que quero está tão perto... e tão longe!...
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"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo? "
Fernando Pessoa
...sempre...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Natal...

A continuar assim, estou a ver que qualquer dia, mal acabem as férias escolares (geralmente/essencialmente em Agosto), começamos logo a festejar o Natal...

Não me parece que este consumismo desenfreado seja a melhor maneira de ensinar aos nossos filhos qual é verdadeiramente o espírito do Natal, mas, temos que ser realistas e ver que somos poucos/pequenos para lutar contra um monstro que movimenta milhões de euros à custa de crianças influenciáveis e pais com um forte sentimento de culpa e pouco jeito para serem pais...

O que devemos então fazer? Desistir? Claro que não! Será que ainda não aprenderam nada com este meu blogue? Nunca desistimos!!! (mesmo que nos passe de vez em quando pela cabeça, afinal, somos todos humanos, certo?)

O que devemos fazer sim, é, para começar, ignorar (o mais possível), toda e qualquer alusão ao Natal até chegar o mês de Dezembro, que é, desde que me lembro ( pausa para o sarcasmo) o mês em que efectivamente se celebra o Natal...

Depois, façam dos preparativos (e não apenas o dia em si) uma festa diária de convivência e amor entre vós e os vossos filhos, afinal, esta época É para a família e a nossa família não são os nossos filhos???

Eu, ontem, apesar de ainda não completamente restabelecida, fui, tal como tinha prometido às minhas meninas, com elas fazer a árvore de Natal...
Ele eram partes de árvore de um lado, ele era bolinhas em monte e a saltar de um lado para o outro, ele era gritos e risos misturados cada vez que uma bola era retirada da caixa por uma delas em desprimor da outra, mas que nos divertimos, lá isso divertimos... Muito... As três... E o trabalho final está à mostra... smf 1 - consumismo 0... esta batalha ganhei eu...
...sempre...


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Quando o passado volta...

Estive à alguns dias atrás nas instalações, ou melhor, nas novas instalações da filarmónica em que andei durante largos anos... Agora as instalações em que se encontra esta "casa" (perdoem-me a expressão, mas foi assim que a considerei durante muitos anos, a minha casa, onde ri, chorei, vivi, convivi, amei, enfim...tanta coisa), bem, mas voltando à dita "casa", ela é agora um multiusos em que fui inscrever a minha filha para aulas de dança (muito gosta ela de dançar).
Até aqui nada de novo, mas, quando fui inscrevê-la, encontrei lá um grande amigo dos tempos de banda, o Dimas... O grande amigo Dimas!
Um saxofonista dos tempos passados... Que eu já não via à tanto tempo...
As memórias que me trouxe... Lembrei-me dos tempos por lá passados, das emoções por lá vividas, das amizades entretanto perdidas (algumas, no entanto, reencontradas) e da vida... Da vida que continuou sem dó nem piedade e tanto que se perdeu...
Foi bom, foi muito bom voltar a ver o Dimas, falar com ele, reviver um bocadinho daqueles anos maravilhosos em que tanto bom aconteceu...Que saudades tenho daqueles tempos em que a vida ainda era o futuro e não o passado!
Sem penas... A vida vivida não deve deixar mágoas, deve sim deixar força para o futuro. E as minhas memórias dão-me tantas forças...sempre...

domingo, 30 de novembro de 2008

Dor excruciante...

A razão da minha ausência neste espaço deve-se pura e simplesmente a uma dor... Uma dor pungente e torturante que tem invadido o meu ser desde que sofri uma intervenção na passada terça-feira.
Primeiro, controlei esta dor através de medicação, forte medicação que me trouxe alguma paz e consolo... Mas depois, como diz o ditado, "não há sol que sempre dure nem fartura que nunca se acabe",os efeitos secundários da medicação tomaram em mim proporções nunca antes sentidas, fazendo-me balancear entre as dores da intervenção e os efeitos secundários da medicação.
Porque me dói tanto? Por vezes acredito estar a pagar por erros feitos em vidas passadas... Outras, acredito que se estou a passar por esta provação será porque alguém acredita que tenho forças para tal... Mas não tenho! Já não tenho!
Estou tão cansada de viver entre dores que por vezes sou invadida por uma vontade de tomar uma mão cheia de medicação misturada e finalmente, descansar...
Mas então, surge-me a memória das minhas filhas, e penso, qual seria a mensagem que estaria a passar para elas ao fazê-lo? Que, quando as coisas são dificeis demais devemos desistir?
Não, não quero ensinar-lhes isso... Quero sim, que elas aprendam que, quando as coisas se tornam dificeis, temos que perscrutar bem no ínfimo do nosso ser e encontrar forças onde pensávamos já não existirem...É o que faço diariamente...
Ao analisar o que correu mal nesta intervenção penso... Já sofri esta intervenção por outro médico e não foi tão penível de suportar, então, o que terá corrido mal desta vez???
Eu sei o que foi, mas não o vou aqui deslindar! Basta que eu saiba para evitar que volte a acontecer... Nestes dias já me passaram tantas ideias pela cabeça, umas boas e a augurar um bom futuro, outras nem por isso... por vezes, quando a dor aperta e já nem sei o que fazer, apetece-me desistir... Mas cá dentro, dentro de mim, algo não me deixa... Não é essa a minha essência...
Não consigo esquecer as palavras do médico quando lhe pedi algo para me ajudar a ultrapassar as dores (que eu já sabia que sentiria, apesar de desconhecer na altura a sua intensidade) - "Isso não dói! ", isto não dói?, pensei eu e refutei. Então porque agonizo eu de cada vez que tenho que passar por isso (esta mais do que as restantes, mas em todas elas)?
Há dois anos que luto contra o meu corpo... Estou cansada, desanimada e a precisar de força... Essa força há-de vir... Se não for por mais nada, será porque estou a precisar...sempre...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Esquecer...

Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.
A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e o representar) entretêm.
A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono;
as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana.
Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa.
Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.

Fernando Pessoa, in 'Livro do Desassossego'

O amor depois da perda vê-se na dor; antes dela, no receio - António Vieira

...sempre...

Leis e injustiça...

Na passada sexta-feira tive um acidente...
Tecnicamente, provoquei um acidente. Eu devia ter imaginado que o meu fim de semana não iria melhorar; muito pelo contrário. Mas, munida da minha inocência (que por vezes adoro - não será agora o caso, mas...), lá fui eu convencidinha para o fim de semana que o pior houvera já passado.

Mas, voltando ao acidente, o que aconteceu foi que eu, estacionada que estava junto à escola da minha filha mais nova, ao sair do estacionamento, "resolvi" modificar a pintura não só do meu carro, mas também de um outro que tinha sido estacionado em contra mão e o qual não vi ao fazer a bendita marcha-atrás.

Como se inserem as leis neste contexto? Bem, é que, tivesse eu sido mázinha e podia ter chamado as autoridades ao local do crime mas, legalmente, a única coisa que poderia acontecer ao outro condutor seria mesmo levar uma multa por estacionamento indevido... E a pessoa (minha conhecida e pessoa simpática, por sinal), não merecia que eu o fizesse.
Onde está a injustiça da coisa? Eu explico... Eu estacionei o meu carro no estacionamento que existe efectivamente para o efeito, ou seja, o meu carro estava bem, mas, sendo o estacionamento algo inclinado, quando retiramos os carros do local, estando nós inclinados, mesmo que olhemos para os espelhos (o que faço sempre religiosamente), nada vemos caso haja alguma viatura estacionada no local onde se encontrava aquela (e ainda por cima em contra mão)... Mas, legalmente falando( e aqui acho uma injustiça), não há nada que impeça um condutor de fazer o mesmo que aquela pessoa fez, pois já sabe que, caso algo aconteça, será sempre o outro (que teve a audácia de estacionar no sitio devido) a pagar pelo sucedido... Justo, não?
Nada tenho contra a outra condutora, muito pelo contrário, vejo-a como uma mulher de força que passa diariamente algumas contrariedades que, não existissem e a sua vida estaria em muito facilitada.
E, devo mesmo confessar que, já por outras vezes me ia acontecendo (a mim e a outras pessoas que na altura mostraram a sua solidariedade para com a minha situação)... É, no entanto, a primeira vez que efectivamente acontece...
De toda a maneira eu também já sei que a vida de justa, nada tem... E o resto do fim de semana veio comprovar isso mesmo...Estou triste... Muito triste...

...sempre...

sábado, 22 de novembro de 2008

Adeus Lord, meu amigo!...

Adeus, meu amigo! Adeus, Lord!
Lord (1995-2008)
Sempre veio... Deu-lhe alguns dias a mais, é certo, mas por fim, lá completou os seus intentos e acabou por voltar (eu bem que andava a senti-la rondar...).
E ao fazê-lo levou consigo um dos meus melhores amigos... Um dos poucos apoios constante que tive em grande parte da minha vida adulta! O meu LORD!!!
Que falta me vai fazer... Chegar a casa e não o ver a colocar-se propositadamente à frente do carro, só para me fazer sair e cumprimentá-lo além de retirá-lo) antes de continuar a minha rotina; obrigar-me a fazer marcha-atrás, só porque não lhe apetecia sair da frente do carro... Ele sempre teve um feitiozinho especial...Mas eu sempre gostei muito dele. A sua felicidade cada vez que eu chegava junto a ele... O facto de ele vir aninhar-se junto a mim na cama, no tapete no chão da sala, na relva, onde quer que me visse deitada, lá vinha ele encostar-se a mim, fazer-me companhia e dar-me miminhos...
Como eu adoro este cão...adorava...nem sei bem como me referir a ele agora... Sinto-me como se parte de mim tivesse sido arrancada...

Haverá muitas pessoas que podem achar isto ridículo, mas para mim, cada um dos animais que tive, tenho, ou ainda terei, entram para a família e acabam por se tornar membros da mesma. Daí que, de cada vez que um deles morra, seja um membro da família a desaparecer...
E o LORD estava comigo à 13 anos... Mais de uma década a ser meu amigo fiel, a dar-me um amor incondicional... enfim, a ser ele próprio...
As saudades que vou ter dele... Mais uma estrelinha lá em cima, menos um amigo cá em baixo... O céu está a ficar estrelado às minhas custas...

...sempre...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Titi...

Já tenho este texto feito à dois dias. Cheguei mesmo a tê-lo publicado, no entanto, não consegui manter dois textos com sentimentos tão antagónicos juntos, (este texto - tão triste para mim - e o texto da festa da minha filha - repleto de alegria).
Mas agora, é chegada a altura de publicar a mensagem que escrevi e que sei que, apesar de só agora ser publicada, à muito chegou ao seu destino:
- A ti, Titi, um grande beijinho!
"Foste embora sem eu me despedir, deixaste-me com o coração destroçado!
Todos os dias são de saudade, saudade do colinho com que cresci, as lágrimas que não me deixavas verter, saudades do teu carinho, saudades de ti!
Conheci um amor incondicional e assim o retribuí, mas, de repente, deixei de o poder fazer. Sei que me observas de cima, que me acompanhas e me dás força quando fraquejo, mas pergunto, porque não podias fazê-lo junto a mim? Porque tiveste de partir?
Acabei por nunca te perguntar se eras feliz, criaste os filhos dos outros como se dos teus se tratassem (como muitos pais verdadeiros não o fazem), mas nunca te perguntei se tinhas pena de não ter os teus próprios ou se te bastava ter a quem amar... E como o fazias bem...
Por vezes, quando penso na morte que para todos é certa, encontro-me a sorrir, só porque SEI que, quando a hora chegar, tu lá estarás para me receber, encaminhar e novamente amar.

Nem sei porque te estou a escrever isto hoje...
Talvez por estar perto a data da tua partida, talvez por olhar mais para o céu nos últimos dias e lá encontrar sempre a estrelinha que és agora, não sei... Só sei... que sinto a tua falta quando tanto havia ainda para viver...
Disse e mantenho, sempre foste a minha favorita e és sem dúvida aquela que me faz mais falta...

Saudade, Titi...sempre..."
...sempre...

Alma...

Alma incompleta,
Procura a luz mas não a encontra
Em tempos vista, sempre sentida
Visão do céu, vazio imenso
Estrelas que brilham sós
brilho que falta, que se sente, permanece
Força que mantém
Sentimento inquieto
Triste calma, vem lá a desdita
A Alma dissipa-se
mas nunca se apaga!

...sempre...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A festa ...



No passado sábado, foi a festa da minha pequena.
Estava tão cansada no fim do dia que nem consegui vir aqui escrever nada sobre a festa, mas correu tudo muito bem.
Durante estas festas, há sempre algumas coisas que na teoria parecem boa ideia, mas que na prática se revelam algo...diferentes.
Eu tive uma dessas ideias luminosas para este dia especial. Achei que seria divertido para as crianças pintarem as suas próprias bolas, estrelas e sinos de Natal, além de que seria uma boa recordação para eles levarem para casa...
Na teoria, bom, não acham? Pois... Na prática, 15 crianças, de volta de um balde de tempera e tinta mármore talvez não seja a melhor ideia.
Mas, tirando a roupa de algumas crianças que insistiu em mudar de cor (vá lá entender-se como...), todos eles vibraram nesta altura da festa... Claro que, neste momento, haverá alguns pais a pedir aos seus advogados uma providência cautelar para que eu não me aproxime a menos de 100m dos seus filhos depois da maneira como os enviei para casa (com uma indumentária nova...)
E, como eu me diverti imenso só de olhar para eles, acredito que eles se tenham divertido a passar por aquilo tudo...
Escusado será dizer que a minha filha adorou a festa (aliás as duas adoraram, ainda que a estrela do dia fosse a mais velha) e, se não fosse por mais nada, só por isso já tinha valido a pena...
E digam lá que os pequenos não estavam lindos?...

...sempre...

Inocência...

Cheguei à pouco a casa vinda de mais uma aula.
Que bem me fazem estas aulas, com amigas, em que se aproveita e se aprende alguma coisinha pelo meio.
Quando saía do pseudo-estacionamento em que tinha "enfiado" o meu carro, deparei-me com algo que irei transcrever de seguida; sendo um género de graffiti, não posso identificar a fonte e, apesar de não concordar com o grafitti, por achar uma falta de respeito para com a propriedade alheia, achei o que estava escrito interessante.
Via-se que foi escrito por um(a) jovem inocente, cheio(a) de sonhos, que ainda acredita que tudo é possivel e cuja experiência de vida ainda não lhe permite ver que a vida real nem sempre é assim.
Posto isto:

Há 4 coisas essenciais na vida:
Amar, sofrer, lutar e vencer;
Quem ama sofre, quem sofre luta, quem lute vence,
Por isso ama o máximo que puderes, luta até teres força, sofre o menos possível e assim vais vencer sempre…

...sempre...

sábado, 15 de novembro de 2008

Histórias, lendas ou simplesmente lições de vida...

Ao ler uma história que envolvia uma aldeia e a sua "generosidade" para com o seu pároco, (que por acaso não me era de todo desconhecida), logo me veio à memória uma outra que o meu pai costuma contar , penso eu que no espírito de entreajuda e no não esperar que tudo nos caia no colo sem esforço...
Se o é ou não, eu assim o entendo, acredito que outros entendam esta história de outra forma.
A história é, acredito mas sem teimar, verídica e aconteceu há alguns anos...
Como qualquer história que se preze, começa assim:
Era uma vez, um senhor chamado Oliveira. Este senhor, já reformado, continuava com os seus afazeres de uma vida no campo. Labuta nada fácil e no entanto muito aprazível para o senhor.
Este senhor tinha, como tantos outros das aldeias em começo de desertificação, um filho que estudara, namorara e finalmente casara em Lisboa lá tendo permanecido com a sua esposa e filhos.
No entanto, como ainda hoje se verifica por este Portugal, em tempo de colheitas, lá vinha o bom filho contabilizar os lucros e resgatar o seu quinhão.
Farto de tal atitude e falta de apoio por parte do filho que apenas aparecia em visita quando houvesse, no horizonte, possibilidade de algo levar, resolveu o esforçado senhor ripostar perante a próxima semelhante e ousada atitude do filho...
Quando chegou a altura de vindimar, o senhor, sempre sem apoio do filho(contando sim, com o apoio do povo da terra - muito habitual ainda nos dias que correm), lá conseguiu fazer uma farta vindima.
Após engarrafar o precioso néctar ( que reflectia na sua qualidade todo o cuidado tido ), com todo o trabalho que tal exigia, eis que surge novamente o "carinhoso" filho, com a desculpa de visita aos progenitores...
Visita curta e a demonstrar pouco interesse nos próprios ascendentes, antes da hora de partida, eis que surge a pergunta:
- Não há, meu pai, por aí umas garrafitas de vinho para levar?
Era chegada a hora! Como tantos o fazem (o meu avô fazia), saca o Oliveira do livrito onde escrevia religiosamente todo o trabalho e custos que tivera no seu campo e começa então a ler a parte que mencionava a vinha:
- "O Oliveira mondou, o Oliveira vindimou, o Oliveira pisou, o Oliveira engarrafou" - e concluíu com " Não, meu filho, o teu nome não está aqui".
Para mim, uma lição de vida, para vós... Deixo ao vosso critério...
...sempre...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Lua Cheia...

Aproveito esta magnífica noite de lua cheia para dedicar a todos os que, como eu, amam, amam muito, o seguinte:

e, a quem ainda faltar um bocadinho de paixão...

...sempre...