terça-feira, 11 de novembro de 2008

Quase no fim...

Está quase a chegar ao fim este dia tão especial!
Neste dia de S. Martinho, presenteámos a criançada com uma visita ao Oceanário de Lisboa e apresentámos-lhe um novo amigo, a mascote do Oceanário, o Vasco!


Foi, acho eu, a primeira vez que dei um presente não palpável a alguma das minhas filhas, mas a resposta... Bastou olhar para os seus olhos para saber que qualquer presente que eu lhe viesse a dar não surtiria o efeito deste!
Lá fui lendo as legendas dos tanques pelos quais íamos passando e elas iam delirando com a vida que se pode encontrar no fundo dos Oceanos...
Até eu descobri algumas coisas que desconhecia, mesmo já lá tendo ido no passado... Como por exemplo, existe um peixe (enorme, por sinal) que pode chegar a ter 3m de comprimento e pesar 2 ton.
Claro que, com estas características tinha de ter um nome todo pomposo... pois é, o peixinho chama-se Peixe-Lua, e é tão somente o figurante da primeira foto que aqui apresento...
Foi um dia diferente, em que as minhas princesas souberam portar-se à altura...
Mais uma vez... Parabéns, princesa!
...sempre...

S. Martinho...

Anos atrás, neste dia mágico, conheci a minha princesa mais velha... Descobria eu os segredos da maternidade... E, assim nascia a primeira túlipa do meu jardim!
A ela, com quem espero mais tarde vir a partilhar este blogue e quem sabe incluir até algo da sua autoria,(não querendo negligenciar a irmã, obviamente) deixo aqui a lenda de S. Martinho, o Santo do dia em que ela "escolheu" nascer... Parabéns, meu amor!
Martinho era um valente soldado romano que regressava de Itália para a sua terra. Montado no seu cavalo, estava a passar num caminho, para atravessar uma serra muito alta, e, lá no alto, fazia muito, muito frio, havia muito vento, chovia imenso. Martinho estava agasalhado normalmente para a época: tinha uma capa vermelha, que os soldados romanos normalmente usavam. De repente, aparece-lhe um homem muito pobre, vestido de roupas já velhas e rotas, cheio de frio a pedir esmola.
Infelizmente, Martinho nada tinha para lhe dar. Então, pegou na espada, levantou-a e deu um golpe na sua capa. Cortou-a ao meio e deu metade ao pobre. Nesse momento, as nuvens e o mau tempo desapareceram. E surgiu um belo dia de verão! Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido bom. É por isso que todos os anos, nesta altura do ano, mesmo sendo Outono, durante cerca de três dias o tempo fica melhor e mais quente: é o Verão de São Martinho.
Beijo grande neste dia tão especial, Princesa! Tu foste o meu primeiro milagre!
...sempre...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Isolamento...

Acabei de saber de uma situação que me deixou algo triste...
A minha filha vai dar uma festa na próximo sábado. Como tal, dei-lhe liberdade para fazer ela mesma a sua lista de convidados... Até aqui, nada de novo... O que me veio chocar foi o facto de ter chegado ao ATL para ir buscar a minha filha e a rapariga que lá estava com os miúdos me ter chamado à parte para me pôr ao corrente de uma situação... Afinal, a listinha da minha filha contemplava todos os coleguinas da turma...
Todos?!?! Não, excluía unica e simplesmente uma coleguinha... Uma menina que, aparentemente já vinha a ser excluída dos tempos de creche. Uma creche onde a minha filha não andou, mas de onde vieram alguns dos seus coleguinhas. Não tendo lá andado, foi convertida tal e qual como os que lá andaram... e aparentemente, sem oferecer grande resistência! Não sei se foi por já ter sido eu própria a excluída, mas odiei saber isto!
Foi-me dito que a menina, ao ver os convites a serem distribuídos e ver que não havia um para si, começara a chorar... pobre criança, como eu a entendo...
Claro que, assim que cheguei ao carro, falei com a minha filha e perguntei-lhe se tinha entregue convite a todos os seus coleguinhas, ao que ela me respondeu que só não tinha entregue áquela menina.
Perguntei-lhe porquê e ela respondeu-me que se tinha esquecido do nome da menina... Será verdade??? Duvido muito, mas seja como for, após perguntar à minha filha se ela gostava que alguém desse uma festa e se "esquecesse" de a convidar e explicar-lhe que devemos dar-nos bem com todos e neste caso, brincar com todas, combinámos que amanhã eu iría à escola, com um convite, e iria pedir desculpa à menina e dizer-lhe que o convite dela tinha ficado no carro, mas que ela estava convidada para a festa...
Eu sei que é uma mentira, mas acho que é aquele tipo de mentiras que não magoa ninguém e pode ajudar a impedir que a auto-estima daquela menina fique de alguma forma afectada, por achar que tenha sido excluída daquela forma...
Como eu lamento não ter perguntado os nomes de todos os meninos da turminha antes de ter entregue os convites... Mas agora aprendi... Temos que aprender com os erros...
...sempre...

A amizade é um meio de nos isolarmos da humanidade cultivando algumas pessoas - Carlos Drummond

domingo, 9 de novembro de 2008

Aiiiii!....

As dores ligeiras exprimem-se; as grandes dores são mudas -Séneca
Até amanhã!
...sempre...

sábado, 8 de novembro de 2008

Explicar aos mais novos...

Há determinadas coisas que se tornam difíceis de explicar às crianças... Eu deparo-me com essas dificuldades sempre que alguma das minhas filhas me pergunta" o que é isso?" ou " o que significa isto?".
Na realidade, como explicar a uma criança determinada coisa usando vocabulário que estas entendam?
Conheço uma pessoa que faz com que isso pareça tão fácil... mas, pelo menos para mim, não é assim tão simples!
Temos que fazer uma introspecção e procurar bem nos recônditos da nossa alma uma explicação que, além de facilmente assimilável, dissipe toda e qualquer dúvida em relação ao assunto, pois, mais assustador ainda do que a pergunta "o que significa isto?" é a resposta à pergunta "Entendeste?" ser pura e simplesmente "NÃO!".
Quando relia , um destes dias, uma revista da qual sou assinante, (re)encontrei uma situação real, que retratava perfeitamente o que acabei de relatar e a qual pensei logo em aqui colocar.
Vou transcrevê-lo na íntegra e deixar-vos concluir se concordam ou não comigo...
" Como professora de Geografia, deparei-me com algumas dificuldades para conseguir que uma turma compreendesse um assunto que me parecia acessível - a humidade atmosférica e o ponto de saturação. Resolvi dar o seguinte exemplo: a atmosfera é como se fosse um saco em que vamos pondo laranjas «quando já não cabem mais laranjas, o que é que acontece?»
As respostas foram variadas, o que me deveria ter alertado para o perigo iminente: «o saco rompe-se», «temos que arranjar outro saco» ou « as laranjas a mais caem no chão».
- Exactamente - retorqui. - É o que acontece com a atmosfera; quando já não comporta mais humidade, atinge o ponto de saturação e a humidade em excesso precipita-se.
No teste final, pedi a resposta à pergunta:
« O que acontece quando a atmosfera atinge o ponto de saturação?»
O meu desgosto foi profundo. Cerca de 90% da turma respondeu: « Chovem laranjas.»"
Maria Pereira in Selecções do Reader's Digest - Março 2008
Ser educador nem sempre é fácil, não é?
...sempre...

O tempo...

Adorei esta citação que a t tinha no seu messenger. Aliás, até lhe disse que ia pegar nela e colocá-la no meu blogue:
"O tempo é o único capital das pessoas que têm como fortuna apenas a sua inteligência" - Honoré de Balzac
O porquê de ter gostado desta citação? É óbvio, penso eu, a sua simplicidade e o facto de ser verdade!
Mais logo, vou sair... tecnicamente, vou andar...andar toda a noite... Acompanhar umas pessoas numa viagem espiritual!
Já me fui certificar que a Lua vai lá estar a acompanhar-me pois hoje o céu está limpo e ela brilha como costuma nos últimos tempos, por isso, não me deverá faltar a força!
Mas isso, só poderei confirmar amanhã, e já estamos a falar do futuro, e como costumo dizer, do futuro...falarei no futuro...sempre...

Cenários e sonhos...

Já estava farta de estar na cama... Habituada a levantar cedo, nem no fim de semana consigo deixar de o fazer (bem gostava, mas...esses tempos já lá vão...).
Assim, levantei-me e fui ver um filme que tinha alugado ontem no clube de vídeo e que já andava a "namorar" à algum tempo.
O filme chama-se "Padrinho...mas pouco", na sua versão original "Made of honour", com Patrick Dempsey e Michelle Monaghan.
Uma comédia romântica, bem ao meu estilo (os meus favoritos), que me agradou imenso, mesmo porque o final coincidiu com a minha vontade (o que nem sempre acontece e me deixa extremamente frustada).
Mas, o que mais me marcou no filme foram as lindíssimas paisagens da magnífica Escócia (Ainda não desisti de lá ir - à Escócia e à Holanda ver aqueles magníficos campos de túlipas).
Aqueles campos verdejantes, os castelos quase a flutuar nos lagos azuis, aquela comunhão com a natureza e até mesmo a própria cultura e os costumes... Enquanto assistia ao filme competamente embevecida, logo tratei de lá me imaginar, aquela magia como cenário, nos braços do meu Amor, num beijo envolvente, quase que o conseguia sentir, imaginei uma daquelas cenas que só vemos nos filmes... Mas a minha envolvia pessoas BEM reais... Como é bom sonhar...
É incrivel a forma como algumas coisas nos conseguem abalar, marcar e sobretudo, pôr a sonhar... Um filme, uma carta, uma Música, um Telefonema, um Blogue...enfim...tanto...tantas vezes...sempre...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Desilusão...

Costuma ouvir-se dizer à pessoa ofendida, após uma zanga e/ou alguma acção mais controversa - " E logo ele que era como um irmão para mim...". Agora, mais grave que isso é quando o que aconteceu envolve alguém que É efectivamente o nosso irmão...
Doeu, eu até digo mais, eu não merecia!... Por tudo o que fiz por ele, por tudo o que já abdiquei por ele, pelo que já me prejudiquei por ele (a mim e em tempos as minhas filhas), por tudo...
Quando vim de França, ele foi o meu único apoio, a única referência que eu tinha, considerando que tudo o que eu conhecia até então me tinha sido naquele momento retirado. Fomos crescendo e uma relação algo amarga (penso que comum entre irmãos), foi-se transformando numa crescente amizade e até mesmo igualdade de gostos, até que chegámos a uma altura que mais parecíamos gémeos siameses que propriamente apenas irmãos... Por diversas vezes, ouvi colegas de curso a dizer que não era habitual falar dos irmãos da forma como eu o fazia, com um carinho e espírito de protecção tão acentuado... Mas assim era... E assim se manteve...até hoje...
Houve até alturas em que, em conversas banais com pessoas que não o conheciam, me perguntavam quantos anos a menos é que ele tinha, tal era a forma protectora que eu usava quando me referia a ele, e achavam piada quando eu dizia que ele era, na realidade, mais velho...
Já há algum tempo que as coisas se vinham a alterar e hoje... Bem, hoje deu-se um passo em frente... O problema é que em frente havia um precipício... Ora, que eu tenha tido conhecimento, nunca ninguém sobreviveu a uma queda num precipício... Eu não merecia... E agora, só me resta, juntar os bocadinhos e continuar... Mas sem ele...
E sinto que hoje, algo em mim quebrou, morreu... Considerando que também não me agrada muito a pessoa em que ele se tornou, não faço grande questão em recuperar o elo perdido... Mas não é por isso que vou deixar de viver...sempre...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O eu que sou...

Quando algumas pessoas me dizem que sou uma pessoa bem formada, com um nível de cultura muito bom, tenho sempre o medo de achar que, caso fosse possível a essas pessoas conviver comigo diariamente, viver comigo, mais dia menos dia, fossem considerar-se defraudados pelas expectativas que tinham de mim, do que achavam que eu era e sabia, ao invés de quem sou e do que realmente sei...
Na realidade, conheço algumas pessoas que, essas sim, sendo na sua maioria autodidactas, possuem um conhecimento invejável do mundo e das coisas, de todas as coisas sem especificar, estando à vontade para encetar ou abordar qualquer tema sem nunca pestanejar... Admiro pessoas assim...
Lembro-me neste momento de alguém que, desde a história antiga, passando por filosofia, psicologia , literatura, contabilidade, Direito e mais importante ainda, a escola da vida, tem um vasto conhecimento que eu simplesmente poderia almejar, sem nunca ter capacidade de o obter realmente...
Outra há que, com um conhecimento variado de poemas e autores, com um vocabulário de fazer corar qualquer professor da língua Portuguesa, se atreve a dizer que lhe faz falta um curso superior... Financeiramente, acredito que sim, que lhe trouxesse vantagens, mas em conhecimentos... Não... De todo...
Para evitar essas ilusões, passo a vida a dizer às pessoas que não sou exactamente como me idealizam...
Mas, que gostava de ser como sou aos olhos de algumas pessoas, isso gostava...sempre...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Está frio...Mas não neva...

Sou friorenta, confesso ...muito friorenta...
Se não saio de casa todos os dias (frios, claro) embrulhada num cobertor é apenas por não ser socialmente aceite assim como, convenhamos, nada prático...
Nestes dias frios, só apetece efectivamente embrulhar-se num cobertor, de lareira acesa, envolta pelos braços da pessoa amada e sentir o seu abraço quente, sentir o calor do seu amor e deixar a temperatura subir... como por magia... Sem qualquer explicação aparente...
Algumas pessoas perguntam-me como é que, sendo francesa, me deixo afectar tanto pelo frio, considerando que o clima em França é mais frio!
Não, não é! Deixem-me desde já desfazer esse mito... Na realidade, mesmo que as temperaturas sejam, por esta altura, mais baixas em França , em Portugal há uma coisa que, ao contrário de lá, não se resolve com um bom casaco. O que é isso? A humidade... Essa humidade que se entranha pelos ossos, pela pele, que nos enregela até a alma e que nos impede de manter uma temperatura corporal aceitável...
No entanto, (e aí acho que tive muito azar em vir parar ao centro do país), há uma coisa com a qual privei durante alguns anos e com a qual não tenho o prazer de conviver desde que habito nesta zona do país... A neve...
A realidade é que, por mais frio que aqui esteja, apenas por duas míseras vezes tive o prazer de ver um tímido manto branco aqui nesta zona... E ao pensar nisto e no que já vivi, sou assolada por uma nostalgia...
Confesso que me fazem falta os Natais brancos, os bonecos de neve com uma cenoura a fazer de nariz, um chapéu e cachecol velhos, duas pedras a fazer de olhos, as bolas de neve que inevitavelmente acabavam por nos acertar, por mais que nos desviássemos... Só mesmo quem viveu estas experiências para saber do que estou a falar...
Tivesse eu (por alguma razão) ido "parar" ao norte e pelo menos poderia (aceitando melhor o frio) deliciar-me com esses momentos na neve que acabam também por ser de comunhão e união com os filhos...

Mas ainda levarei as minhas filhas à neve, ainda hei-de rebolar com elas pelo manto frio e branco numa qualquer ribanceira das terras altas (como na foto acima) e assim, por mais um bocadinho... (re)viver...sempre...

sábado, 1 de novembro de 2008

Os que já foram...

O dia de hoje foi emocionalmente esgotante para mim!
Tal como milhares de pessoas, também eu costumo, neste dia (além de em outros), efectuar um ritual, uma rotina, que consiste em visitar os que já cá não estão, sentir que, de alguma forma que não consigo explicar, estou mais próxima deles...
Mas, como qualquer faca de dois gumes, para esta sensação vem, inevitavelmente, o sentimento de perda inerente à situação em si.
Enquanto que o sentimento geral seria de nostalgia e saudosismo, eu enfrento também um misto de tristeza e revolta...
Revolta pelo meu "irmão" Zé Paulo não poder viver grande parte das alegrias da vida (e tristezas que também lhe fazem parte e nos fazem viver), revolta por nunca às minhas filhas ser possível conhecer uma grande senhora (minha Titi) que ajudou à criação da pessoa que sou hoje e que ainda hoje me falta como se ontem mesmo a tivesse visto pelo última vez... Sei que as minhas filhas iriam adorá-la, tal como eu ainda o faço...Ela era um iman para as crianças... E as crianças não se enganam, reconhecem as almas puras e boas.
Tristeza pela vida de um amigo que não teve força para dizer não às drogas (poderia eu ter feito algo mais para impedir isso???), por um primo amigo (ainda que não directo, eu gostava dele) que morreu sem que eu soubesse, tendo acabado por ter conhecimento da sua fatalidade acidentalmente ao visitar a sepultura do meu amigo e lá tendo visto a sua foto numa sepultura a pouco mais de um metro... Foi um choque descobrir algo desta magnitude desta forma...
Tantas vidas perdidas, tanta coisa por viver...
Uma das coisas que me irrita nestes dias "especiais" é o facto de nem nestas datas a maledicência tirar folga, acabando por se ouvir um pouco por toda a parte "Olha o que aquela está a fazer... Acreditas nisto que fizeram...Isto e Aquilo..." quando, na realidade, deveríamos estar todos solidários, afinal neste dia, todos sofremos pela mesma causa, a perda de entes queridos...
Saí e como estava um pouco abalada, dirigi-me ao meu "cantinho especial" para carregar baterias, para sorver a paz que flui naquele local... O sol, os passarinhos que desafiam o frio e entoam cânticos calmantes, enfim, a magia que sinto naquele local. Fui para me sentir melhor e assim fiz e aqui estou... pronta para seguir em frente... Como puder... sempre...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A imagem reflectida...

Olho, não gosto do que vejo
Vejo, mas não reconheço
Onde está a imagem que corresponde à alma?
Porque se distorce quando olho para o espelho?
Não a reconheço porque lá não me revejo
A mim, o meu eu verdadeiro que poucos conhecem
Nada tem a ver com a imagem reflectida
Nada tem a ver com a visão distorcida
Do que fui em tempos e hoje mais não sou
a imagem real é aquela
Os tempos foram passando
As imagens foram mudando
A visão interna está afinal, distorcida
Triste fim para concluir
E atinge bem no meio da alma
Hoje não é um dia bom...
...sempre...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Enganos...

Vi à algumas horas um programa ao qual costumo assistir sempre que posso. O programa é feito por um psicólogo mundialmente conhecido (Dr. Phil) e apresenta situações que, (muitas vezes custa a admitir), nos são muito familiares...
Não será este o caso (a situação em si), mas o medo (do que aconteceu) não me é de todo desconhecido...
Falava-se de uma mãe que, quando a filha tinha apenas 7 anos, fez queixa do seu marido às autoridades por achar que este abusava da sua filha. O que aconteceu a seguir invoca o maior dos meus medos...
Ao pensar que protegia assim a filha de um mal maior, esta mãe viu o seu maior bem ser-lhe retirado sob a acusação de alienação parental... Assim, ao invés de poder continuar a proteger a sua filha, viu-se inibida de o fazer por ordem judicial, tendo a guarda da criança sido atribuída ao pai (o pai que, efectivamente mais tarde, se veio a provar que as acusações eram reais).
10 anos de batalha judicial valeram àquela mãe a volta da sua filha, mas, como ela própria dizia, tinham-lhe levado "um anjo de 7 anos e tinham-lhe devolvido uma adolescente revoltada de 17 anos".
Em que se baseia o meu medo? Nunca na primeira parte pois EU SEI, sem ponta de dúvida, que quando as minhas filhas estão com o pai estão seguras (longe de mim passar-me sequer essa ideia pela cabeça). Não, o meu medo vem dos erros judiciais que se cometem... O meu medo é que, a qualquer instante, por qualquer razão, podemos ver-nos privados dos nossos bens mais preciosos (os nossos filhos) ou até mesmo da liberdade (já não é inédito no nosso país) para, mais tarde, se chegar à conclusão que não havia razão de ser... Até onde pode, por exemplo, uma queda acidental ( tão frequente em crianças) fazer-nos perder o bem familiar e a harmonia por causa de um funcionário extra-zeloso (sem se preocupar com a realidade da situação ou sequer indagar o que teria acontecido) que tira as suas próprias ilações e dá inicio a um processo contra nós que afinal, tudo fizemos para salvaguardar a integridade e felicidade das nossas crianças.
Falo, obviamente de um medo, pois nunca me vi numa situação deste género, mas são cenários que, numa altura ou outra da nossa vida acabamos a imaginar (penso eu).
Isto tudo, aliado a um advogado sem escrúpulos, dá acesso directo a uma vida de infelicidade e perda. Espero e acredito que, pelo menos os novos advogados que se formam neste momento (além de alguns que já exercem neste momento e possuem as capacidades que descrevo a seguir) sejam detentores de sensibilidade, integridade e interesse suficiente para saber distinguir quem efectivamente é nocivo de quem não é. Tenho a certeza que, no meio dos milhares que neste momento seguem esta via, há pelo menos um que é assim e é isso que o nosso país precisa para poder avançar em paz e segurança...sempre...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Força...

Curiosa esta coisa da força... Quando achamos que já não temos mais, acabamos por encontrar mais um bocadinho em nós... Nunca pensamos que somos fortes o suficiente para aguentar o que estamos a passar, mas, quando chega a hora da verdade, lá vem mais um bocadinho de força para aguentar o que, antes achávamos insuportável...
Tenho visto, da parte de muitas pessoas, provas de que a força vem a cada um de nós à medida que nos é precisa... Mas vem sempre... E a única condição para que tal aconteça é... ACREDITAR...
Temos que saber (e querer) acima de tudo que, quando a força nos começar a faltar, haverá um reabastecimento da mesma pelas nossas forças internas, pois essas, enquanto acreditarmos, serão infindáveis!
Por isso não deixo algumas pessoas desistir, por isso acredito mais nelas do que elas próprias, porque sei e acredito que, quando as forças lhes começarem a faltar, podem virar-se para si próprias ( e para mim também, claro está) que lá haverá mais um bocadinho da força que precisam para que sejam bem sucedidos nos seus intentos...
A fraqueza da força é só crer na força - Paul Valéry
Sempre que precisem, sempre que comece a escassear a força em vós, basta acreditarem, porque eu... acredito ...sempre...


domingo, 26 de outubro de 2008

Pia do Urso...

Ontem fomos visitar um local maravilhoso ... A pia do Urso...

A Pia do Urso é um espaço de uma aldeia típica em S.Mamede - Batalha, que foi reaproveitado , tendo-se construido no local um parque temático / sensorial (adaptado a invisuais), acompanhado de um circuito pedestre. Espectacular para crianças... As minhas adoraram...
Desde o sistema solar em 3D, até as fases da Lua (essa adorei eu, claro está), passando por uma nora d'água, o circuito da água, diversas pias temáticas e também um espaço de brincadeiras para os miudos, um espaço musical... Enfim, espectacular...
Durante o percurso podem observar-se diversas formações geológicas com um aspecto de "pias" - onde, aparentemente, em tempos passados, os ursos bebiam água; daí a origem do nome deste local: Pia do Urso.
Desde os aspectos lúdicos até á própria envolvente, este é um local de referência para levar miúdos e graúdos a passar algumas horas de bom lazer e alguma aprendizagem...
Recomendo vivamente e para os ajudar a encontrar o sítio, aqui está o link que vos dirá o que precisam saber...
Quem for de longe, pode alugar uma destas casinhas típicas por alguns dias a um preço, não excepcional, mas diria que... cómodo para uma experiência...
...sempre...

Sonhos...

Hoje tive um sonho lindo... Enquanto me lembrar dos detalhes e das sensações que me proporcionou o meu sonho, andarei no mundo da lua...
O que gosto nos sonhos é o facto de não haver impedimentos, vive-se como se quer viver, faz-se o que se quer fazer e geralmente (se o sonho for bom) o sucesso a todos os níveis é possível... Estive recentemente num lugar (real) muito especial para mim em busca de força, hoje, essa força veio em meu "auxílio"... Não, não vou falar sobre o meu sonho, pois esse é meu, só meu... e tentar explicá-lo seria conspurcá-lo... Não quero fazer isso... Quero manter no meu corpo a sensação que tive enquanto sonhava, a felicidade que sentia enquanto o fazia...E quem sabe, no futuro, algumas daquelas coisas que no meu sonho me fizeram tanto bem, sejam possíveis, mas desta vez, na realidade... Mas do futuro, falarei no futuro, hoje, no entanto, (apesar de não esquecer uma pessoa que neste momento sofre)... estou feliz!
"Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso" - Fernando Pessoa in "Livro do Desassossego"
...sempre...

sábado, 25 de outubro de 2008

Raiva...

Ontem, quando cheguei a casa, só me apetecia descarregar uma raiva imensa aqui no blogue... Mas achei que devia acalmar primeiro e hoje, depois da raiva inicial passar, colocar então os meus pensamentos a nu...
Mas a raiva afinal ainda não passou... E nem sei se passará... Alguém, que mal conheço, fez sofrer alguém que tenho como uma irmã... E isso eu não perdoo... A mim, façam o que quiserem que mais dia menos dia a coisa passa, agora, à minha "família", não...
Vi lágrimas em alguém forte demais para as verter, vi sofrimento em alguém que merece apenas sorrir, sorrir muito 24 horas por dia, 7 dias por semana... E nada pude fazer... Apenas apoiá-la... E isso tentei...
Gostava de poder fazer mais, muito mais, mas...
O que mais me custa, afinal, é que este personagem (neste momento é o melhor que lhe consigo chamar) ainda consegue (sabe-se lá como) pôr a minha Amiga a duvidar de si própria, das suas qualidades, de toda a sua beleza interior (a exterior está à vista por isso é intocável). Isso entristece-me... Que poder é esse que a impede de ver todas as suas qualidades, a sua bondade, a sua genuína amizade para com os outros???
TU, sim TU, és muito melhor que isso, tu vales muito mais do que o que pensas de ti depois da sua intervenção, e tens que saber, (lá no fundo acredito que saibas), que se alguém aqui não presta é ele ( se não fosse por mais nada, só pelo que te fez e faz sentir já seria suficiente), que te ignora ( a ti e ao teu bem mais precioso), que te maltrata, enfim, que te faz infeliz... Não te deixes manipular, decide o que é melhor para ti, tens que ser feliz, tens o direito (mesmo a obrigação) de ser feliz...
A vida não é isso, amiga, tens tanta gente a querer o teu bem... Solta as amarras, tens uma vida inteira de felicidade à tua espera... Deixa-a vir...
"Serás amado apenas quando puderes mostrar a tua fraqueza, sem provocar nenhuma força" - Theodore Adorno in Minima Moralia
..sempre...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Histórias reais...

A história que vou contar é real. É real e assisti a ela na primeira pessoa, hoje, ao levar a minha filha mais nova à escolinha... Lá estava eu com ela, a deixá-la para ir trabalhar quando vejo um pequenino de aproximadamente um ano, um ano e pouco vestido apenas com um body e uns collants. Não liguei muito, mas chamou-me a atenção aquele bebé com aquela indumentária. Tendo havido não só ali, mas um pouco por toda a parte um surto de gastroenterite logo associei que a criança tivesse vomitado e, por uma razão qualquer não tivesse uma muda extra de roupa lá na escolinha (chegou a acontecer á minha pequenina pois num só dia, vomitou duas vezes o que fez com que se acabassem por lá as mudas de roupa).
Mas não, por muito assustadora que fosse esta versão, não sei até que ponto não seria preferível à triste realidade que acabei por conhecer. A criança tinha sido entregue pela própria avó (geralmente tão doces, zelosas e até mesmo mais pacientes que nós, como pais) saído directamente da cama para o carro (sem casaco ou cobertor a cobrir o seu corpinho) e do carro para o infantário... Assustador saber que, quando perguntaram à avó assim que ela chegou se não tinha sequer um casaquinho para o menino (não sei como estava o tempo no resto do país, mas aqui nesta zona estava um gelo de manhã) ela respondeu "no carro estava quente e foi só sair do carro e entrar para aqui"... MAS QUEM É ESTA GENTE????
Uma criança que, vim a saber pouco depois, tinha estado doente (também não houvera escapado ao surto) e estava agora muito constipado e a própria avó, ao entregá-lo dissera "Eu já devia estar em Lisboa, a roupa dele está aí na mochila, vistam-no..." P***... A criatura nem tinha tido a decência de mudar a fralda ao menino, trazia uma fralda que parecia que tinha acabado de mergulhar no mar (não sei se já viram como ficam) completamente inchada e quase a chegar aos joelhos do menino... Eu nem queria acreditar que alguém, que tivera o bom senso de escolher aquele infantário (como terá acontecido?!?!), privado, seguro e um dos melhores da zona (claro que sou algo suspeita, mas digamos que tem uma muito boa reputação), fosse capaz de uma aberração destas e nem se preocupasse com o bem estar do próprio neto...
Na altura lembro-me que sairam da minha boca as seguintes palavras " pelo menos durante o dia ele está em boas mãos", mas o que é assustador é que quando chega a tarde, o pequeno principe tem de voltar para as mãos da bruxa má... Deplorável...
Outra situação que me aflige diz respeito a duas meninas... Até algum tempo atrás, andavam as duas no infantário privado, por questões financeiras, optaram por colocar a mais velha na pré-escola pública e manter apenas a mais pequena no privado ( o que eu consigo entender perfeitamente, pois nem todos têm capacidade financeira para ter todos ou algum dos seus filhos num infantário privado). O problema para mim começa quando descubro que a mãe das meninas é afinal, dona do seu próprio negócio ( tem empregadas, o que lhe dá uma certa flexibilidade de horários) mas mesmo assim, espera todos os dias, não pela hora de fecho, mas sim pelos últimos minutos da tolerência após o fecho, para ir buscar as meninas a cada um dos locais.
Ok, é uma escolha, a senhora até pode ter empregados, mas querer vigiar, controlar o negócio, tudo bem, cada um decide as suas prioridades... Se assim fosse... Mas quando vejo ( e já me tinham dito) a criatura num belo dia a chegar de chinelos de quarto vi que a realidade era bem mais assustadora do que eu a imaginava ( e eu que geralmente tenho uma imaginação tão fértil).
A casa da senhora fica a menos de 1 km de cada um dos locais onde estão as suas filhas (e as minhas também pois num lado temos o infantário da minha mais nova, e no local onde é a pré da outra menina encontra-se também o ATL da minha mais velha). Conclusão: a senhora deposita as filhas nos dois locais, mas mesmo que vá trabalhar em alguma altura do dia, acaba por ir para casa e por lá permanecer em vez de ir buscar as meninas... Também me contaram que, há alguns dias atrás, num fim de semana, a mãe estava a dormir, com todas as portas e janelas abertas e as duas meninas fugiram para o infantário tendo sido encontrados pela vizinha da frente que as levou de volta a casa. Agora pergunto, que casa é esta, em que duas crianças de 4 e 2 anos sentem mais segurança num infantário do que na sua própria casa??? Alguma coisa deve estar muito errada, não acham? Sinto tanta pena destes anjinhos todos...
Quando tenho conhecimento de histórias deste género ( e conheço ainda outras) penso que nem toda a gente deveria ter a capacidade de procriação... A selecção natural que garante a sobrevivência do mais apto deveria ter maneira de garantir que pessoas assim não conseguissem reproduzir já que, sabe-se lá como, conseguem juntar-se em pares aparentemente tão inaptos um como o outro... Quando me sinto culpada por não conseguir ir buscar as minhas meninas mais cedo ( e acreditem que me sinto culpada por isso muita vez) penso que pelo menos não o faço de forma intencional e não consigo sequer evitá-lo enquanto que estas criaturas... Mas apesar de ter muita pena, nada posso fazer, enquanto que às minha meninas posso pelo menos garantir o seu bem estar e o meu amor incondicional ...sempre...

Motivação...

Ontem (porque passa já da meia noite), levantei-me e cedo saí de casa com o intuito de ir para a unidade fabril onde me encontro ocasionalmente a trabalhar... Ocasionalmente, não por que apenas trabalhe ocasionalmente, mas sim, porque o meu trabalho se desdobra em diversos locais aos quais eu me dirijo várias vezes por dia.
Só no espaço de 2 km são 3 os locais de trabalho que tenho. No resto do país tenho outros 5, portanto trabalho não me falta e locais para o fazer também não. Mas adiante...

Então, ontem lá me dirigi a um desses locais para, em conjunto com outros membros das empresas que represento e nas quais trabalho, tentar aumentar numa pequena sessão, a motivação dos meus colegas e , consequentemente a sua participação nestes tempos que só não se adivinham difíceis porque na realidade já o são desde há muito...

A realidade é que, apesar de muitos não terem esta necessidade, pois já dão diariamente o seu melhor, outros há em que dá sempre um jeitinho especial se tiverem alguém, em frente a eles, a mostrar o que realmente sente e a pedir ajuda... Sim, pedir, pois nestas coisas, apelar ao sentimento é, além de mais eficaz, muito mais honesto que tentar agir com pulso de ferro, sobretudo se quem o tenta fazer não consegue esquecer que quem se encontra do outro lado da máquina, da secretária ou mesmo em casa do cliente é um ser com tantos ou mais problemas que nós...

Mas é complicado, sentir as dificuldades nos recebimentos, as pressões nos preços, ver as margens a cair, os aumentos dos preços das matérias primas, as exigências dos fornecedores, balancear tudo isto e no final do mês conseguir dizer " Conseguimos, pelo menos por mais um mês, ainda cá estamos...".

É um legado em risco, são trabalhos de vidas, são famílias que podem a qualquer momento cair desamparadas, enfim, tanta coisa, tanta preocupação... Sim, porque nestas situações, mais do que a nossa própria pele, são mais 30, 40, 50 outras nas quais temos que pensar e fazer os possíveis para não os deixar cair... E se caíssem? pensamos nós por vezes, o que lhes aconteceria? Créditos por pagar, comida para comprar, escolas e infantários para pagar... Os tempos de brincadeira já há muito que passaram... Agora é a sério...

O monopólio era giro, mas era dinheiro a brincar... Agora o jogo é outro... O dinheiro é a sério, o dedal, o sapato e todos os outros agora têm uma cara, as casas que se perdem agora são um lar e não apenas uma propriedade... Não quero, não posso nem vou deixar isso acontecer...

Por isso deixei de dormir, por isso penso e sofro diariamente... Pois estas vidas todas, de uma maneira ou outra estão agora ligadas à minha e, daqui a algum tempo (longínquo, espero eu), será para mim que se virarão quando o final do mês chegar e eu espero que, quando esse dia chegar, eu possa seguir a tradição que conheço hoje e então dizer novamente que, com a ajuda de todos " Conseguimos, por mais um mês ainda continuaremos aqui". E que esse mês dure para sempre...sempre...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Carpe Diem...

Ao efectuar uma pesquisa, encontrei o seguinte poema. Descobri depois, que este poema era tão somente a origem da frase que encanta milhões...
CARPE DIEM
"Colhe o dia, confia o mínimo no amanhã
Não perguntes, saber é proibido, o fim que os deuses
darão a mim ou a você, Leuconoe, com os adivinhos da Babilónia
não brinque. É melhor apenas lidar com o que cruza o seu caminho
Se muitos invernos Júpiter te dará ou se este é o último,
que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar
Tirreno: seja sábio, beba seu vinho e para o curto prazo
reescale suas esperanças. Mesmo enquanto falamos, o tempo ciumento
está fugindo de nós. Colha o dia, confia o mínimo no amanhã."
Odes – Horácio (65 – 8 A.C.)
Aqui, agora, muito se poderia este tema desenvolver, mas actualmente e pelo menos por agora, este blogue não está disponível para discussão, e face ao poema exposto, pouco mais tenho eu a acrescentar... Afinal, palavras para quê quando está tudo dito?... Tempus fugit, Carpe diem...sempre...

sábado, 18 de outubro de 2008

Trabalho...

Vou sair agora do trabalho... Mania que eu tenho de gastar horas preciosas em coisas tão banais como comer, dormir, tomar banho, enfim, pieguices... Depois acontece-me ter de abdicar de um dia na companhia das minhas princesas para recuperar o tempo "desperdiçado" em trivialidades como as que já descrevi acima. Eu ainda hei-de aprender... A realidade é que começo a ter pouco tempo e muito trabalho, o que por um lado é óptimo, pois, como descreve uma frase de William Blake que tive até há alguns dias no meu messenger, "A abelha atarefada não tem tempo para a tristeza" e eu sei que isto é verdade, porque comigo foi o que aconteceu. Durante a azáfama que acompanha os meus dias nem tempo tenho para me sentir miserável, mas depois, quando páro...
E a tristeza brutal que acompanhava até à pouco tempo o meu dia-a-dia transformou-se agora numa amena resignação que, conciliada com o excesso de trabalho e as palavras amigas (de quem as sabe proferir), fazem com que o dia de amanhã me pareça mais aceitável...Mas do futuro... falarei no futuro...sempre...

Banalidades...

Hoje nada de específico me traz a este local... Apenas me apetece escrever... sobre tudo, sobre nada, apenas escrever... Soltar palavras ao vento sem me preocupar onde irão cair, se irão para longe, se ficarão perto, quem as irá resgatar... Apenas escrever...
Recomeçaram hoje as minhas aulas; que saudades tinha... Já lá me apetecia escrever, tanto que mesmo os exercícios que deveriam ser apenas orais acabei a escrevê-los no caderno...
Vamos então escrever uma dissertação sobre... O tempo...
Só se fala do tempo quando não há assunto nenhum a discutir. Pois é isso mesmo que me traz aqui hoje, como aliás já referi... nada! Mas continuo com vontade de escrever, por isso, lá terão que me aturar...ou não... é uma escolha!
Pois bem, o tempo cá pelos meus lados não augura nada de bom... Frio, ventoso, nuvens todo o dia e direito a chuva no início da noite, quando me dirigia a Leiria. Mas nem tudo é mau... Pelo menos, a chuva já parou e as nuvens amainaram um bocado. Mas deixemos o tempo de lado ou acreditaram mesmo que eu iria perder mais de trinta segundos a divagar nas barbas do tempo?
Vou passar a um tema para mim bastante mais gratificante e sentido: a LUA. Finalmente, após grande resistência das nuvens, lá deixou a LUA de espreitar tímida por entre as nuvens para passar a ocupar um lugar de destaque, em todo o seu esplendor, rodeada por aquelas que antes a ensombravam. Olhei há pouco para ela para inspiração e força e lá a encontrei, esplêndida (apesar de em minguante), cheia de luz, enfim... brilhante! Espero que brilhe assim por todo o país, pois seria injusto privar alguém deste brilho que tanta força dá! Apesar de continuar com vontade de escrever, acredito que mais dia menos dia me vá arrepender de ter escrito tanto sobre... nada, quando tanto haveria a dizer sobre... tudo... Mas eu também nunca disse que era normal e nunca tentei sequer fingir que era, porque a realidade nua e crua da coisa é só uma... Apetecia-me escrever... E assim fiz...sempre...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

As coisas que perdemos...

Hoje perdi o meu telemóvel... Já reapareceu, mas durante umas horas foi uma agonia. Números perdidos, contactos talvez perdidos para sempre e a agenda, tão preenchida, que me determina os dias vindouros... Como iria eu fazer???
Não reajo muito bem nestas situações, sinto sempre uma angústia em pensar que hoje, neste preciso momento em que não tenho o telemóvel, alguém com quem já não falo há tanto tempo ou alguém que, de alguma forma teve acesso ao meu número, tenta agora contactar-me e do outro lado... silêncio! Enfim, a minha imaginação Hollywoodesca do costume, não é?
Outra das minhas preocupações é que, como viajo muito de carro, muitas das minhas reuniões/tarefas ou compromissos são combinadas em movimento e, como tal, a melhor forma de não me esquecer das obrigações assumidas é justamente marcá-las em algo que anda sempre comigo... o telemóvel. Agora, quando esse mesmo telemóvel desaparece, todos esses compromissos desaparecem com ele e eu, fico completamente à nora, havendo sempre a possibilidade de, nos dias mais próximos, aparecerem à mesma hora, vários grupos de pessoas de empresas distintas, para uma reunião (marcada e confirmada) com o D. Qualidade/Marketing do sítio, que, sem saber (por não se lembrar), sobrelotou determinada hora que julgava ainda vaga.
Não me posso esquecer de avisar amanhã, aos poucos que me lembrava dos números de cor e aos quais avisei que tinha perdido o telemóvel, que o dito já reapareceu e já não precisam usar números alternativos para me ligar e/ou enviar mensagem... Já sei, vou marcar na agenda do telemóvel, genial, não?...
...sempre ...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

De novo, o Sol e a Lua...


Está tudo dito! ...sempre...

sábado, 11 de outubro de 2008

Dia mundial dos animais...

Nem sei como me passou esta data despercebida. Eu, que gosto tanto de animais, que por vezes chego a gostar mais dos animais do que de algumas pessoas. Animais que sempre me fizeram sentir melhor, por pior que estivesse, que sempre me acompanharam, enfim, que sempre fizeram parte da minha vida. Descobri hoje, enquanto vagueava pelos blogues que conheço e que gosto de visitar com alguma regularidade, que foi no passado dia 4 de Outubro o dia mundial dos animais.
Que pena tenho que nem todos tenham ainda aprendido a respeitar estes seres que tanto bem nos fazem... Senão vejamos, ajudam crianças com doenças crónicas e incapacitantes a desenvolverem-se e a interagir, ajudam os 'nossos' idosos, tantas vezes abandonados pelas famílias, a terem alguma companhia e assim não sentirem tanto o fosso em que as famílias os colocaram, enfim, tanto bem nos fazem e nós, humanos, tantas vezes os maltratamos e abandonamos... Que pena...
Nós cá por casa, tentamos fazer um bocadinho para ajudá-los a ter uma existência mais fácil, somos família de acolhimento para animais abandonados, guardamos os bichinhos até que se encontre alguém que não se importe de ter mais um membro na família. Sempre que eu possa ajudar algum animal, assim o farei...sempre...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O futuro dos outros...

Hoje não é a minha vida que me leva a escrever aqui. É sim a vida de outrem... É, no entanto, outrem com quem me preocupo e quero tanto bem como nem laços de sangue poderiam obrigar a esse sentimento. E este, não sendo forçado é efectivamente sentido!
Na realidade, a vida desta amiga é parte da minha e, como tal, preocupa-me como se da minha se tratasse. Por isso me custa tanto vê-la numa corda bamba constante mas , qual junco vergado pela força do vento, sem nunca quebrar, ela também não tomba "porque assim não tem que ser...".
E ainda bem que assim é, porque ver-te quebrar seria quebrar eu também, mais não fosse o coração, pois as amizades são assim por mim vividas e esta, talvez pela maturidade que a acompanha, é-me especialmente querida e sentida.
Os dias passam e a tua força mantém-se... Admiro-te! Pela força, pela amizade, enfim, por tudo um pouco.
É verdade que costumo dizer que, do futuro falarei no futuro, e que, ainda hoje me avisaste que no futuro me poderias desiludir, mas deixa que te diga desde já que, para o fazeres com êxito, depois de tudo o que tens sido para mim e tens aturado de mim, das provas constantes de amizade e da tua preocupação genuína (porque ninguém conseguia fingir assim), terás que fazer um esforço sobre-humano para seres bem sucedida. Boa sorte com isso!
Enquanto não o fizeres, deixa que te diga, sempre que precises de mim, aqui estou, sempre que queiras desabafar, os meus ouvidos aqui estão para ti, sempre que te queiras rir (tenho o dom de fazer rir os outros, sabias?), vem ter comigo ...sempre...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Futuro...adiado...

Eu já devia até estar á espera. Liguei para a secretaria apenas para ouvir dizer que, como já sou licenciada ( e aparentemente isso agora é errado) não existe para os já licenciados uma segunda fase de acesso ao ensino superior ( a audácia de se pretender igualdade de direitos...). A sério?! Estaria eu mesmo à espera que assim não fosse? Por vezes acho piada à minha própria ingenuidade... Resta-me agora esperar que recomece o meu curso de línguas, que mantenho religiosamente há alguns anos ( é já no dia 17), não só para aprendizagem, mas também como uma espécie de terapia ( e que terapia!) e tentar novamente para o ano que vem ( Desistir?!? Não me parece!)
E, como um mal nunca vem só, passei o resto do dia a levar banhos da minha filha mais nova que não pára de vomitar... Uma das grandes desvantagens das creches e jardins de infância... (ela só entrou em Julho para lá, logo, tinha estado 2 anos mais ou menos protegida das viroses que se apanham nestes locais, apesar da irmã sempre ter "partilhado" com ela o que por lá encontrava/apanhava). Os vírus alastram-se com uma rapidez tal que é assustador... Coitadinha, como nunca tinha vomitado antes (claro que bolsou quando era pequena, mas obviamente já não se lembra) mais que a aflição de vomitar, era o pânico em que ficava no fim de vomitar, com medo e a pedir desculpa por ter "feito aneira"(palavras dela). Claro que logo a confortei e tentei explicar (o melhor que se consegue a uma criança de 2 anos) que, como ela estava doente era normal o que tinha acontecido... Mas espero que melhore depressa porque ela já não é gordita, e se ficar muito tempo assim... Não há-de ser nada. As minhas meninas são e sempre serão fortes ( orgulho-me de dizer que nisso saem à mãe) ...sempre...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Banho a dois...

Não, não é nada do que estão a pensar! O banho foi com a minha filha, a minha tulipa mais nova, e foi bommm... Tecnicamente, em bom rigor, (como dizia um professor meu) foi mais um banho a duas.
Não poderia ser o que estão a pensar mesmo porque... Bem, não interessa, basta dizer que tal agora seria impossível...
Sabem-me tão bem estes momentos com a minha prole que me fazem esquecer tudo o que correu mal na minha vida e me fazem sentir tão bem...
Hoje foi um dia... diferente... estou mesmo com vontade de voltar a 'atacar' os livros, aprender algo novo, conhecer gente nova, sair da rotina em que se tornou a minha vida e, quem sabe, arranjar um futuro diferente... Mas claro que tudo isto é lindo de pensar, mas depois a aplicação prática da coisa já não é assim tão simples... Mas não desisto e vou informar-me. Só então poderei decidir alguma coisa! Também nunca fui menina de desistir das coisas só porque são dificeis, não hei-de começar agora...sempre...

sábado, 4 de outubro de 2008

Memórias de estudante...

Talvez pelo inicio das aulas e pelo facto de eu ainda não ter recomeçado o meu curso, tenho andado a pensar no meu primeiro ano de universidade e com vontade de reviver essas experiências e adquirir novos conhecimentos. Irei ainda a tempo de entrar na segunda fase?!?
Lembro-me especialmente de dois professores do primeiro ano, o de Direito e o de Contabilidade Geral. Dois bons, aliás, óptimos profissionais nas suas áreas, mas apenas um deles um bom professor, pois não basta saber, mas é muito importante saber e conseguir transmitir os conhecimentos aos outros, pois no fundo é isso que faz um bom professor e não apenas o dominar a matéria. Isso, apenas um deles tinha.
Marcaram-me as aulas de direito (civil e comercial), não só pelas matérias em si, deveras apelativas e interessantes, mas também pela humanidade demonstrada pelo professor (que passava por um processo de divórcio naquela altura), e que, nalguns temas deixava transparecer uma paixão admirável e contangiante (especialmente em direito civil). Ainda hoje me lembro das suas palavras que muito jeito me vieram a dar na vertente profissional; Dizia ele (não esquecendo que o curso era sobre gestão de empresas e como tal, os assuntos de direito comercial seriam também a esse tema alusivos) "Fujam das letras como o diabo foge da cruz". Tais palavras nunca mais abandonaram a minha mente.
Outra das frases que ainda hoje me acompanha era sobre contabilidade. Fui das poucas pessoas que entrou naquele curso sem nunca ter ouvido/assistido a uma única aula de contabilidade, fiscalidade e outras dades do género. Tendo eu vindo da uma turma da desporto (área A, na altura), era mais fácil saber quais as penalidades que poderíamos sofrer num jogo de basquete ou volei do que como classificar um documento contabilístico.
Mas consegui e ainda hoje me guio pela frase que o meu professor de contabilidade disse no ano de 1994 (o que é bom, considerando a dificuldade com que nos transmitia os seus conhecimentos) " Nunca passem um cheque ou efectuem um pagamento sem terem o documento a ele correspondente". Parece óbvio, não é? Pois, mas é surpreendente a quantidade de vezes em que evitei problemas futuros apenas por seguir esta pequenina frase. Vieram outros anos, outros professores, alguns ensinaram-me muito, outros nem tanto, mas foi sempre com prazer que assisti às aulas em que, muito ou pouco, sempre retirava algo que me viria a ajudar mais tarde (ou pelo menos assim acreditava eu).
Ainda hoje me lembro das noites de sexta feira passadas no meu apartamento (nunca menos de 6 pessoas) a fazer trabalhos de grupo que um professor nos atribuia todas as semanas e na semana seguinte, o mesmo professor escolhia aleatoriamente um desses grupo para apresentar a aula e o tema aos colegas. Sendo que o tema era o mesmo para todos os grupos, achávamos mais fácil juntar 2 ou 3 grupos para desenvolver primeiro o tema e só então deixar os "acabamentos finais" para cada grupo em separado. Geralmente era coisa para acabar (entre estudo, paródia e conversas totalmente alheias ao tema) por volta das 6h da manhã, hora perfeita para sair e ir à procura das padarias que tiravam a primeira fornada de pão para nos deliciarmos a comer pão quente com manteiga. Hummm, que coisa boa! Só complicava quando tínhamos que comparecer depois, no sábado às 9h para mais uma aula... Quem se conseguia manter acordado?
Mas foram tempos muito bons e que deixam saudade...sempre...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Lá fora, vento...

Sibilo metálico
Um uivo abrangente
O vento que passa
Severo e imponente

Ao passar abana,
Retorna e destrói
Nunca nos engana
A passar por herói

O barulho aumenta
As árvores tombam
Ouve-se brandir
O que estará para vir?

...sempre...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O idoso...

Experiência do ser
que viveu, que amou
acompanhou, acolheu
deu vida, ensinou

Vive, por vezes não sente
existe, tantas vezes esquecido
saber, tantas vezes ignorado
família, algures, ausente
ausência, sempre sentida
exemplo dado, por vezes seguido
presença frequente, no passado

Vida, ainda existe!
Amor, pode ainda existir!
Abandono, inaceitável que exista!

Não costumo falar aqui em datas comemorativas, mas esta - Dia do idoso, porque acho que os idosos são um poço de saber tantas vezes ignorado, não poderia deixar de a referir, mais que não fosse para chamar a atenção, para que pensemos nos que nos acompanharam sem nunca nos abandonar e aos quais chega agora a nossa hora de retribuir com o mesmo cuidado e carinho ...sempre...

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Soneto de aniversário...

Desde que fiz anos que tenho andado para aqui colocar um poema lindo que a minha amiga T me enviou no dia dos meus anos, junto com 'um jardim virtual' repleto das minhas flores favoritas, as tulipas.
A minha vida, ultimamente tão miserável, vale, quanto mais não seja (obviamente que nem vou referir as minhas filhotas, que essas já são ponto assente, certo?) pelas novas e não tão novas amizades que tenho, que fui (re)descobrindo, enfim, por essas, que aí estão para mim e que me dão força mesmo quando aqui não estão.

Soneto de aniversário

Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.
Vinicius de Moraes

Assim, como é que eu posso desistir?... sempre...

sábado, 27 de setembro de 2008

Armageddon...

Aqui me encontro novamente, no meu cantinho, a imaginar quantos neste mundo estarão agora a fazer o mesmo que eu... Veio-me à memória um filme de 1998 - Armageddon, em que o casal de protagonistas partilha um momento de paixão e a rapariga pergunta " Achas que haverá neste momento mais alguém no mundo a fazer o que estamos a fazer?", ao que ele prontamente responde "Espero que sim, senão o que estamos nós a tentar salvar?".
Confesso que nem sei bem porque me lembrei deste filme e especialmente destas frases, mas já havia algum tempo que queria aqui deixá-las pois são, na sua simplicidade, tão fortes como reais...
Certa que poderei neste momento encontrar-me desprovida de qualquer tipo de coerência, não consigo deixar de pensar no outro casal do qual falei anteriormente que se despediu... Melancolia, uma tristeza profunda é o que de mim se apodera quando me lembro da dor que acompanhava as palavras da 'minha' heroína... Injustiça, incapacidade é o que me ocorre quando lembro que do seu herói brotava o mesmo sentimento...
Cheguei a casa, vinda de um jantar de aniversário de uma grande amiga e professora. No inicio da noite não me sentia de forma a manter-me por lá durante muito tempo, mas com o passar da refeição a coisa foi-se alterando, eu fui-me animando, pois com amizade a rodear-me, dificilmente me mantenho triste... Uma música (muito especial para mim) lançou-me de novo para a melancolia durante a noite, mas depressa recuperei para poder proporcionar à minha amiga (quase gémea, considerando que atinge a mesma idade que eu apenas 24 horas depois de mim) o melhor de mim no decorrer da "sua" noite.
Agora já em casa, por alguma razão inexplicável, (ou talvez não) não consigo deixar de me preocupar com a heroína que não conheço, mas sei que sofre...sempre...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Adeus Ipanema...

Li recentemente num blogue algo que me trouxe as lágrimas aos olhos apesar de não conhecer nenhum dos intervenientes da história... Verdade seja dita, nem a própria história posso dizer que conheço, mas sei o que li e quase que consigo identificar o que não li...
A história centra-se numa despedida, provocada ou pelo menos impulsionada por uma terceira pessoa que assim veio privar os intervenientes de uma linda Amizade... Ou algo mais... Isso, só os intervenientes o poderão dizer (ou talvez não) mas poderão seguramente sentir (disso ninguém nunca os poderá impedir)...
A razão pela qual me tocou esta história foi a forma como se sente nas palavras da heroína da história (chamemos-lhe assim) o sentimento que fluia no seu corpo ao escrever tais palavras... Esse conheço-o bem... E o que não lhe ficou atrás, foi a resposta do seu herói que, de forma tão eloquente lhe fez ver que não era sua a responsabilidade da separação, mas que a isso tinha sido levado (mostrando nas palavras que não escreveu) que tal não era também do seu agrado...
O adeus acaba assim por não se verificar, mesmo porque da sua caneta as palavras "estarei sempre por perto " lho asseguram, além de que há coisas que podem ser interrompidas, mas nunca verão o fim...
Linda esta história, que espero tenha um lindo final também pelos interveninentes que, mesmo sem conhecer, me tocaram de forma tão profunda... Boa sorte no futuro dos dois e de todos os que se identificam de alguma forma com esta linda história...como eu... sempre...
P.S - Ainda que nenhum dos dois, lamentavelmente, alguma vez venha a saber destes meus votos, aqui estarei, no meu cantinho, a torcer por eles...

Vida... alargada...

Em nós não pensamos
Por nós nada fazemos
Por alguma 'sábia' razão
É o impossivel que queremos

O primeiro pensamento é seu
O último, à noite, também
Porque um dia a alma decidiu
Que não seriam de mais ninguém

Espreita entre as teimosas nuvens
A Lua, agora em minguante
Traz-nos à memória proferidas palavras
De amores possiveis em dado instante

Pessoas que passam na nossa vida
E que dela também se queixam
Na nossa deixam as suas marcas
Algumas morrem, outras nos deixam...
...sempre...

Estigma...

Parte I
Após uma breve passagem pelo estado REM, eis que me encontro agora sem a capacidade de reproduzir tal proeza. Absorvida pelos meus pensamentos, sentimentos, emoções, recordações, enfim, tanta coisa que me deixa incapaz de dormir... Mas não me sinto mal, pelo contrário, algo aconteceu que me renovou e me deu de novo alento a uma vida mais... Como hei-de dizer... Mais feliz, sim, será este o termo indicado... Feliz!
Ontem foi o meu dia de anos, mais do que prendas e festas, o que mais gosto neste dia são as demonstrações de afecto e carinho que se recebem das pessoas que mais amamos, Amigos incluídos, obviamente. E ontem recebi algumas demonstrações das quais não estava particularmente à espera, mas que, como já referi, me deu um renovado ânimo...
Gostava de agradecer as tulipas virtuais (grande Amiga T, uma amizade recente mas que já me conhece como poucos) e também a quem me ligou... e/ou mandou mensagem, que muito me animaram, por ver que não me esquecem... desta vez não sempre, mas ... nunca!
Parte II
Pensando no futuro das minhas filhas, surge-me uma dúvida (entre milhentas outras, é claro!)... Há pessoas que acham que devemos, quando a idade o permitir, contar aos nossos filhos alguns dos sacrifícios que fizemos por eles, do que abdicámos por eles, por Amor a eles... Não sei se concordo com isto, pois penso que pode ser algo difícil para eles o estigma de saberem os sacrifícios que os pais estão dispostos a fazer por eles. Não ficarão eles depois com algum tipo de sentimento de culpa pelos nossos actos? Com a sensação de que poderíamos ter vivido, sido felizes e que de alguma forma, por eles, não o fomos?Por outro lado, é verdade que também poderão considerar que, tendo sido feitos em nome deles determinados sacrifícios, é enorme o amor que lhes temos...E sentirem-se bem por realmente notarem de forma ainda mais intensa o amor dos pais por eles... Não sei... Terão as minhas filhas que ser meninas muito bem organizadas mentalmente para eu sequer encetar determinadas conversas com elas... Mas quem sabe, não terei algumas histórias, algumas coisas para lhes contar que as leve a ver o quanto foram amadas, que as leve a entender tudo a que estava disposta a abdicar por elas (e algumas às quais realmente abdiquei) e então saberão que, acima de tudo e todos, foram amadas... Muito amadas... Mas se será ou não dito só no futuro saberemos e do futuro... falarei no futuro ...sempre...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Favoritismos...

Estou farta de tentar explicar às pessoas que não tenho favoritos... As minhas filhas são para mim duas pérolas com a mesma pureza e do mesmo valor... Por isso mesmo, não me agrada quando me dizem que prefiro a mais velha à mais nova. A realidade é que acho que a vida começa a ser injusta para a minha filha mais velha e eu tento, de alguma forma, compensar esse facto. Eu explico...
A minha filha mais velha foi a primeira filha (obviamente), primeira neta, primeira bisneta, primeira sobrinha e primeira afilhada, o que levou, obviamente (perdoem-me a redundância) a um nível excessivo de mimos. Ora, o que se veio a verificar aquando o nascimento da minha outra 'cria', foi um corte algo radical desses mesmos mimos assim como uma quase obrigação da criança em crescer ao ser-lhe constantemente lembrado de que ela era já "uma menina crescida". Não, não era... Era uma criança pequena, aliás, um bébé (ainda tinha idade para ser vista como tal e sê-lo-ia se não fossem estas circunstâncias) que estava a ser privada não na totalidade, é certo, mas em grande parte, de mimos aos quais estava habituada. Por essa razão, ao ver que todos pendem mais para a irmã, eu tento de alguma forma igualar a sensação dando-lhe nessas alturas mais atenção. Talvez por isso, por estas situações ocorrerem sempre junto a terceiros sejamos alvo destes comentários. Mas que me interessa isso? o que me interessa é o bem estar das minhas meninas e isso... eu garanto... sempre...

sábado, 20 de setembro de 2008

A morte da Pipa...

Afinal sempre veio... Não para quem eu achava, é certo, mas veio de qualquer maneira. A minha cabra anã, domesticada, amiga, linda... Já foi!
Deve ser mais uma daquelas provas de justiça divina de que tanto ouço falar... Injustiça... Foi esta e outras coisas do género que me fizeram deixar de acreditar... Acreditar em Deus e na justiça, acreditar que quem faz o bem acaba por ser recompensado, pois afinal, que mal faço eu para estar sempre a ser desta forma "recompensada"? Estou cansada de me afeiçoar a pessoas, a animais, a que quer que seja, simplesmente para as ver partir. Se assim é, porcaria de justiça, para não "O" chamar pelo nome, que me faz passar por isto! Acabou, para mim acabou... Chega de sofrer, qual o objectivo? um pobre ser que ainda mal tinha começado a viver e já deixou de o fazer...
Agora, como vou responder à minha filha que já me pergunta "onde é que a Pipa está"? Como vou mostrar à mais nova que a sua "amiguinha" com quem ela tanto se divertia já não existe? Sim, porque agora esta maldita Justiça já não me afecta apenas a mim, mas sim também às minhas filhas e isso é que torna tudo ainda pior. Eu já estou habituada a esta dita Justiça, mas elas, não tinham necessidade de serem já confrontadas com esta podridão... Lá vou eu passar por mais uma fase negra da minha vida... É só mais uma, afinal, na minha vida, já fui por tantas vezes "recompensada"...sempre...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O poder das palavras...

"A palavra é o espelho da alma: tal o homem, tal a palavra" - Públio Siro

Tenho andado animada pelo facto de que, daqui a algum tempo, a minha filha já saberá ler... Nessa altura, já poderei partilhar com ela o poder das palavras... Já o faço, actualmente, mas fá-lo-ei de forma diferente... Com uma participação mais activa da sua parte, ao ler e viver o texto lido...
Este surpreendente poder que tem uma palavra dita/escrita em determinada altura... Devastadora ou a melhor coisa do mundo, dependendo da altura em que é dita/escrita e obviamente quem a diz/escreve.
Nada de mais significativo que um texto, meia dúzia de linhas sem grande significado para quem a lê, mas que para os seus interlocutores, possui algumas centenas de palavras que acabam por nem precisar de ser proferidas... Mas estão lá... Para eles, estão lá...
Muitas vezes reconhece-se um autor apenas pelo que a sua mão escreve... Mesmo sem que este se identifique, mesmo sem o seu nome lá aparecer... Bastam algumas palavras para que a sua sensibilidade, as suas ideologias, as suas opiniões transpareçam e de repente, sentimos a sua presença como se esta fosse uma realidade... São assim os grandes autores...

"As palavras são um remédio para a alma que sofre" - Ésquilo

Servem para esconder a dor, para exprimir sentimentos (ou para os camuflar), para animar um amigo, para renovar uma amizade ou até mesmo para falar de algo, algo simples que se encontra a debate apenas porque alguém se lembrou de o sugerir... Como são boas estas últimas... "No strings attached", como dizem os ingleses...
Podem ser mensagens de apoio, de amor, de alento ou apenas de Amizade, mas estão lá... Pode ser qualquer palavra... Basta uma... Qualquer uma que pode ser apenas...

...sempre...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Existir...

Tenho passado muito tempo ultimamente a viajar... Sem sair de casa... Estranho, não? Nem tanto, se analisarmos o mundo em que vivemos... Por vezes, torna-se mais fácil falar/ouvir/ler algo sobre alguém que nem conhecemos, mas que sentimos que sim, pois partilhamos gostos, sensações, por vezes até momentos (bons ou menos bons). Assim nascem amizades, assim se desenvolvem grandes debates, com ou sem assunto definido, mas essencialmente, assim partilhamos algo com o nosso semelhante... Mesmo sem que nos identifiquemos, pois não será esse o objectivo...Longe vão os tempos em que essa partilha teria que ser obrigatoriamente acompanhada de uma presença física. Quão simplificada está agora essa tarefa. O mundo é agora aqui ao lado... A distância já não é real...Para participarmos basta no fundo... existir...sempre...

Amor é...

Amor é...

Não ter que dizer "gostava de"...
Não ter de pedir "importas-te de"...
Não ter que dizer "estou a pensar em"...

E saber que...

É o mesmo que queremos ...
É do mesmo que gostamos ...
É no mesmo que pensamos ...

E afinal nada termos de dizer!

...sempre...

domingo, 14 de setembro de 2008

Ingresso / Regresso às Aulas...

É por esta altura que começa uma nova fase da vida de muitas pessoas!
Desde as crianças que, como a minha filha mais velha, começam a sua vida académica, passando pelos pré-adolescentes que entram na preparatória (lamento, mas nem faço ideia o que lhe chamam nos dias de hoje), pelos jovens adolescentes que entram no secundário e decidem agora o que se lhe vai seguir e finalmente pelos que ingressam agora no ensino superior. Nesta última temos duas categorias, os que acabaram o secundário e continuaram o percurso, e outros, adultos, que por exigências da vida, se viram impossibilitados de o fazer antes mas, reconhecendo o seu valor, nunca desistiram e vão agora, finalmente, continuar o que nunca deveria ter sido interrompido, a obtenção de um curso superior. A todos eles, os meus maiores votos de parabéns! Que todos eles tenham a ânsia de aprender, que todos eles sejam bem sucedidos e especialmente, que todos eles obtenham no futuro o que se propôem agora a começar... Eu acredito que assim seja...
Agora, numa nota mais pessoal à minha pequenina...
- Minha princesa, espero que gostes da vida que agora começas , que tenhas sempre a mesma vontade que eu em aumentar os teus conhecimentos e cultura, eu cá estarei para te acompanhar e apoiar para que esta vida académica te corra bem e que te seja assim mais fácil atingir o futuro que irá preencher os teus sonhos e aspirações. Nunca te deixarei desistir (como eu fiz), tu serás (e sei que és capaz), tudo o que quiseres... E para o que escolheres, terás sempre o meu apoio! Eu acredito e espero que todos acreditem nas suas capacidades como eu...sempre...

sábado, 13 de setembro de 2008

As palavras sempre ficam...

“Se me disseres que me amas, acreditarei.
Mas se me escreveres que me amas,
Acreditarei ainda mais.

Se me falares da tua saudade, entenderei,
Mas se me escreveres sobre ela,
eu sentirei junto contigo.

Se a tristeza vier a te consumir e me contares,
Eu saberei, mas se a descreveres no papel,
O seu peso será menor

… e assim são as palavras escritas:
Possuem um magnetismo especial, libertam,
Acalentam, invocam emoções.

Elas possuem a capacidade
De em poucos minutos cruzar mares,
Saltar montanhas, atravessar desertos intocáveis.

Muitas vezes, infelizmente, perde-se o autor,
Mas a mensagem sobrevive ao tempo,
Atravessando séculos e gerações.

Elas marcam um momento que será
eternamente revivido por todos aqueles que a lerem.

Viva o amor com palavras faladas e escritas,
Mate saudades, peça perdão,
Aproxime-se, recupere o tempo perdido

Insinue-se, alegre alguém,
Ofereça um simples “bom dia”,
Faça um carinho especial.

Use a palavra a todo o instante, de todas as maneiras.
Sua força é imensurável.

Lembre-se sempre do poder das palavras.

Quem escreve constrói um castelo,
E quem lê passa a habitá-lo”

(Autor desconhecido – publicado por Editora Escala – Brasil)

Neste regresso às aulas e porque acredito no poder das palavras...sempre...

Noite de gajas...

Quando estudava em Leiria conheci uma pessoa da qual fiquei grande amiga. Amiga ao ponto de a ter convidado para madrinha da minha primeira filha. Depois de termos acabado o curso continuámos um outro, que se mantém até hoje e do qual "angariámos" outras 6 amigas. E hoje, foi noite de farra para todas nós. Claro que no decorrer da noite houve algumas desistências, mas no geral, fizémos o que sempre fazemos quando nos juntamos... Fechámos um bar/discoteca (daí a hora em que escrevo esta mensagem)...
Era mesmo de uma noite assim que eu andava precisada... É impressionante o que nos divertimos juntas... Também bebemos alguma coisita, é certo, mas eu, sendo de mais longe, sou sempre mais comedida nesta coisa de beber, pois não me posso nunca esquecer que tenho uma viagem de retorno a fazer... E com isso eu não brinco...
Mas foi uma noite genial, sem dramas, sem tristezas (sim, porque essas não são permitidas nas nossas noites de farra) e muita paródia e brincadeiras inocentes (algumas, claro).
Em Outubro retomamos o curso e, conhecendo o pessoal como conheço, não iremos esperar muito para marcar novo jantar por... Início de aulas, Natal, coelhinho da páscoa, S. Martinho... Enfim, dá para ver a ideia, não é? Qualquer desculpa é boa para marcarmos um bom jantar. Pois, porque nestas coisas, a comida até pode nem ser grande coisa (o que não foi hoje o caso, pois estava tudo muito bom), mas o que interessa mesmo é a companhia... E essa, foi e é sempre espectacular...sempre...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Bricolage (adenda)...

Para que não restem duvidas... É uma da manhã e eu acabei de montar a segunda sapateira, o que significa que consegui diminuir ao tempo de montagem da dita, meia hora... Mais umas dúzias e fazia isto a dormir...Já está no sítio e agora estou de rastos... Vou dormir... Até amanhã...sempre...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Bricolage...

Se há uma coisa que gosto de fazer e que me relaxa é isto...Bricolage!

Olhar para uma folhinha de instruções de montagem, olhar pela primeira vez e pensar, "Em que é que estavas a pensar?", mas depois, arregaçar as mangas, pôr mãos à obra e no final de algum tempo, paciência perdida e algumas peças montadas por duas vezes, porque da primeira vez foram montadas ao contrário (acontece aos melhores, sabem?), olhar para o produto final e não parecer algo atropelado por um comboio é algo que dá uma tremenda satisfação...

Em conversa com uma amiga de trabalho, ela disse-me que andou meses para convencer o marido a fazer uns buracos na parede para lá colocar uns quadros e fotografias do casamento... Em conversa com uma outra colega de trabalho, disse-me esta por sua vez, não ter quadros ou fotografias nas paredes da casa porque o marido não achava grande piada à coisa e dissera-lhe um dia "Se os queres, fá-lo tu..."

Mas o que é que se passa com estas mulheres?!?!

Quando vim morar para a minha actual casa, obviamente nada tinha nas paredes... Mas a sério, alguém acha que eu sou do tipo de pessoa para ficar dependente de um homem seja para o que for? Claro que não! Então, num belo dia, lá fui eu direitinha a uma grande superfície, adquiri um berbequim e... Voilá, eis que de repente, tenho quadros e fotografias por todo o lado... Não, não é para tapar os buracos, aliás, tirando o primeiro que não correu muito bem (culpo a qualidade do muro), todos os outros estão num estado perfeito...

Também desde que vim para cá que ouvia os homens da minha família dizer, "Esta botija (de gás) não devia estar aqui todo o dia ao sol, porque pode explodir...Temos que lhe fazer uma protecção...". A realidade é que os anos foram passando e nada de protecção para a botija... Pelo menos até eu me decidir, num belo dia, a fazer a dita protecção para a botija, com a 'preciosa' ajuda da minha filhota. Claro que, não era minha ideia gastar dinheiro para tal, então, toca de aproveitar restos de placas e outros produtos para a fazer... Assim, tenho actualmente a minha botija de gás protegida por uma casinha de madeira, revestida a pelicula reflectora. Aberta atrás para ventilação, claro! Vejam lá se não está uma obra-prima (considerando os recursos disponíveis)...

Um dia destes, a pensar no futuro, fui à loja onde habitualmente compro o que preciso a nível de mobiliário e perguntei o que tinham de sapateiras... Mostrou-me um "monstro" que ocuparia provavelmente uma parede completa e levaria aproximadamente 2/3 pares de sapatos (espero que detectem o sarcasmo), pela módica quantia de 400€. Tirei logo dali o sentido, claro.

Então, há uns dias, ao desfolhar um folheto de uma cadeia de bricolage, deparei-me com uma parafernália de sapateiras que me pôs a pensar e a fazer contas (ao espaço e à vida). Após verificar quais as que cabiam no local (em ambos os aspectos), ontem fui então comprar duas unidades. Claro que tinham que ser montadas e foi o que fiz... Estou em pulgas para ir acabar o serviço hoje (pois no local onde vão ser colocadas cabiam duas e eu apenas montei ontem uma) Mas ficou impecável, vejam mais abaixo. Acho que me portei muito bem, pois a dita coisa só me demorou... Não sei se diga... Ok, 2 horas e meia a montar... Será muito ou normal? Não faço ideia, mas o meu ponto é este... Porque será que tantas mulheres precisam que sejam os homens a fazer tudo isto... Se há coisa de que tenho orgulho é de não precisar de homem nenhum para este tipo de trabalhos... Ou seja lá para o que for...sempre...


Ah, é verdade, actualmente sou a orgulhosa detentora de um berbequim, um tico-tico, uma aparafusadora e uma lixadora, além de uma caixa de ferramentas repleta... E todas têm uso...sempre...

O começo das chuvas...

A chuva chega para nos saudar... É habitual as pessoas ficarem deprimidas e tristes quando chega o tempo outonal... Mas não foi isso que as minhas filhas demonstraram ao acordar hoje e ver que chovia na rua... Aliás, já não me lembro de quando tivesse visto uma alegria tão grande por causa de uma coisa tão... banal!
Mas tanta alegria tinha uma justificação e eu sabia exactamente qual era... Ontem, a minha mãe presenteou as minhas filhas com algo que justifica toda esta alegria ao ver chuva... Um chapéu de chuva, das actuais heroínas da minha filha mais velha e, por arrasto, da minha filha mais nova também...As WINX! E hoje, foi vê-las, empunhando o seu chapéu como se de um troféu se tratasse.
E o resultado está à vista...sempre...

domingo, 7 de setembro de 2008

Vida...

Em nós não pensamos
Por nós nada fazemos
Por alguma 'sábia' razão
É o impossivel que queremos

Espreita entre as teimosas nuvens
A Lua, agora em minguante
Traz-nos à memória proferidas palavras
De amores possiveis em dado instante

Pessoas que passam na nossa vida
E que dela também se queixam
Na nossa deixam as suas marcas
Algumas morrem, outras nos deixam...
...sempre...

sábado, 6 de setembro de 2008

Paralímpicos...

Começaram hoje os jogos paralímpicos de Pequim. Notaram? É normal que não, pois não houve, da parte das nossas televisões a dignidade de colocar sequer o espectáculo de abertura no ar, enquanto decorria, por volta das 16h.
Haver, houve, pois a RTP2 assim o fez, mas, sejamos sinceros, é mesmo a RTP2 que a grande maioria dos portugueses vê ou sequer procura? Ou é este um canal de elitistas (não o será, concerteza, pois é um dos poucos que vejo), como costumam dizer os adoradores das agora famosas produções nacionais (que terão o seu mérito, seja ele qual for), vulgo, telenovelas?
Mas eu vi, e digo-o com orgulho, pois o que vi, dignifica não só aquelas pessoas, mas dá-nos uma humildade que raramente temos e senti 'vergonha' naquele momento por ser "normal". Em tantos momentos gostaria de ter a força daqueles atletas, sobretudo do último, o que levou a chama á pira olímpica, mas que, para o fazer, teve que içar, não apenas o seu corpo, mas também a sua cadeira de rodas, bastantes metros, o que nunca o fez sequer pensar em desistir... E não o fez...
Sem apoios, (mea culpa, também), só os reconhecemos como nossos atletas quando eles partem para nos representar (sim, porque é a mim, a ti, a todos nós que eles partem para representar)...E representam de forma exemplar...
Mais uma vez, perdi alguns instantes a efectuar uma pequena (ínfima) pesquisa para ver quem tinha deixado melhores marcas nos jogos: olímpicos ou paralímpicos?
Pois bem, assim, o que descobri, foi que, a participar nos jogos olímpicos desde 1912, os atletas olímpicos trouxeram para terras lusas 22 medalhas (incluem, obviamente ouro, prata e bronze). Já os nossos paralímpicos, que apenas participam à 20 anos nos jogos, trouxeram para Portugal, tão somente a quantidade de 81 medalhas. Será algo em que vale a pena pensar, não?
...sempre...

Patins em linha...

Por vezes a loucura apodera-se de um ser de uma forma que, quem está de fora a observar, poderá não lhe dar sentido algum, mas, quem de dentro participa, tudo acha que faz sentido. E diverte-se!!! Foi o que fiz, assim que o almoço acabou, após deitar a minha mais nova para repor energias numa sesta. Resolvi então, contra todo e qualquer bom senso que pudesse habitar na altura o meu corpo, ir andar de patins em linha com a minha filha mais velha... Não, eu não sei andar de patins em linha... Nem dos outros, aliás, apesar de já ter, em tempos, andado (ou tentado) naqueles mais clássicos, enfim, dos únicos existentes na minha infância.
Mas tentei, e consegui, sabe-se lá como, dar umas voltas sem me matar ou precisar de boleia para o Hospital mais próximo... É como diz a voz do povo, ao louco e à criancinha, dão os anjos uma mãozinha... Como criança já não sou, só me resta a outra categoria para me enquandrar... Fiz então uma pequena pesquisa sobre esta minha nova (não o será, certamente) condição, e encontrei algumas citações que considero dignas de nota:
- Para tornar a realidade suportável, todos temos de cultivar em nós certas pequenas loucuras - Marcel Proust
- As coisas mais belas são as que a loucura sopra e que a razão escreve - André Gide
E finalmente,
- O amor que não é loucura não é amor - Pedro Barca
...sempre...

O Presente sem Passado nem Futuro...

"Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho. Pesa-me um como a possibilidade de tudo, o outro como a realidade de nada. Não tenho esperanças nem saudades. Conhecendo o que tem sido a minha vida até hoje - tantas vezes e em tanto o contrário do que eu a desejara -, que posso presumir da minha vida de amanhã senão que será o que não presumo, o que não quero, o que me acontece de fora, até através da minha vontade? Nem tenho nada no meu passado que relembre com o desejo inútil de o repetir. Nunca fui senão um vestígio e um simulacro de mim. O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto. "
Fernando Pessoa, in 'Livro do Desassossego'
Por vezes, é mais fácil usar as palavras dos outros para retratar o que sentimos... Não o posso subscrever na totalidade , mas na sua grande maioria, revejo-me nestas palavras.
"As crianças não têm passado, nem futuro, e coisa que nunca nos acontece, gozam o presente " - Jean de La Bruyère
Ah, ser criança...sempre...

Tempos modernos...

Passa actualmente no canal 1 o filme "Tempos modernos", com o grande Charlie Chaplin. Estou segura que nunca, quando este filme foi feito, se pensou que, após tantos anos, se mantivesse tão actual e acima de tudo, real. Mas é mesmo assim. É um filme que retrata a vida de um homem simples, trabalhador, o qual, após injectado o néctar da tecnologia na sua vida, nunca mais consegue o feito de endireitar a sua vida como até então houvera feito... Fazendo daqui uma analogia ás realidades da vida, nem sempre o que aparentemente vem para nos ajudar, ajuda, assim como nem tudo o que parece fazer-nos mal, o faz efectivamente.
O que me lembra uma história que recebi à muito tempo atrás numa apresentação, que falava exactamente de algumas percepções que temos que nem sempre correspondem à verdade. Perdoem-me, caso conheçam a história, por alguma inexactidão que nela se encontre, pois reproduzo-a aqui de memória, mas apenas gostava de vos deixar com a ideia a ela subjacente.
Uma vez um passarinho voava (já em atraso) para o Sul para lá passar o Inverno.
Estava tanto frio, que o passarinho gelou e caiu no meio de um campo. Quando ali permanecia, imóvel, à espera da morte, passou uma vaca e defecou em cima dele.O passarinho gelado, no meio do monte de estrume, começou a aperceber-se que estava a ficar mais quente. De tão feliz, começou a cantar. Um gato passava por perto e ouviu o seu canto, dirigindo-se então a ele.
Seguindo a melodia que o passarinho entoava, o gato descobriu-o debaixo do estrume, desenterrou-o, e comeu-o. Desta feita, o que pretendo realçar é o seguinte (perdoem-me agora a linguagem mais ... Enfim, mais!):
1º- Nem todos os que te põem na merda te querem mal;
2º- Nem todos os que te tiram da merda são teus amigos;
3º- Quando estiveres na merda, mantém a boca fechada e viverás mais tempo.
Aproveito para pedir a todos que, se alguma vez me virem a gelar e me pretendam ajudar, agradeço que me forneçam... Um cobertor ou uma lareira acesa, o resto dispenso, não fosse eu começar a cantar...sempre...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Entre o Sol e a Lua...

Penso que neste momento já não será segredo para ninguém que tenho uma relação muito especial e próxima com os astros que nos contemplam lá do alto... Por esse mesmo facto, qualquer texto, música, citação ou mesmo pensamento mais superficial sobre os mesmos, suscita em mim um interesse genuíno em explorá-los/conhecê-los melhor...Desta forma, já me era deveras querido o tema "Entre o Sol e a Lua" do cantor Ricardo Azevedo, que convido desde já a ouvir, através do seguinte endereço:
Espero que vos dê a mesma satisfação que me dá a mim... Posto isto, foi com uma grande satisfação que ouvi, durante as minhas férias, uma nova música (em toda a sua simplicidade) a invocar aquilo que me era tão querido... A Lua... Desta feita, o seu autor é o também cantor Andre Sardet, e a música, "Adivinha o quanto gosto de ti".
Mais do que palavras, sugiro que ouçam também esta balada e tirem as vossas próprias elações dessa audição, pois eu não me posso considerar de todo uma fonte assaz imparcial para o poder fazer sem vos influenciar de algum modo...

Para finalizar vos deixo com uma magnífica citação de alguém tão magnifico quanto ela, esperando que vos deixe tão inspirados quanto a mim...sempre...
"O que é doença é desejar com igual intensidade o que é preciso e o que é desejável, e sofrer por não ser perfeito como se se sofresse por não ter pão. O mal romântico é este: é querer a lua como se houvesse maneira de a obter "

Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Inspiração...

Todos temos dias em que precisamos de um estímulo, de uma inspiração... Assim estava eu quando me dirigi ao meu cantinho especial, o qual já aqui falei e inclusivé mostrei. Sentia-me fragilizada e a precisar de um reforço e era o que buscava naquele lugar para mim SEMPRE tão especial... Assim me sentia, só, ainda que acompanhada, perdida, ainda que todos saibam onde me encontrar, triste, ainda que tente não o demonstrar (nem sempre com sucesso)... É como uma apresentação que vi um dia, em que me identifiquei com um dos intervenientes, dizia ela então que "o Sol finge que é feliz, a Lua não consegue esconder que é triste"... Assim estou eu... Mas penso que todos temos dias assim... Não obstante, posso-me considerar com sorte porque sei e sinto, que tenho Amigos que, sei e sinto (perdoem-me o pleonasmo), me apoiam mesmo que ausentes... sempre presentes ... sempre ...

Os anos do meu Pai...

Faz hoje anos um grande homem... O meu PAI... A nossa relação nem sempre terá sido das mais fáceis (há quem diga que somos muito parecidos), mas uma coisa tenho a dizer... É uma pessoa que admiro e que gostaria de, em alguma altura da minha vida, conseguir, nem me atrevo a dizer igualá-lo, mas pelo menos, aproximar-me da sua grandeza de actos, de capacidade de gestão, enfim, de ser o que ele é e sempre foi... Um gestor perfeito no sentido mais lato da palavra... Como homem de família, apesar de carinhoso, o que sempre contou para ele foi o bem estar monetário da família, tendo a família (nunca ignorada), em dada altura passado para um plano mais secundário por isso mesmo... Enfim, uma faca de dois gumes... Mas tudo o que sempre fez foi pela família e por isso aqui o reconheço... Será talvez por este dia tão especial que me encontro tão sensivel... Gostava de ter nascido homem para poder aprender tudo o que este GRANDE HOMEM tem para ensinar, pois, como mulher, nunca foi opção (para ele) poder aprender com o melhor professor da vida que conheço...Espero que o meu irmão, pelo menos, aproveite este professor e todos os seus ensinamentos que, como já lhe tenho dito, não encontrará melhor professor.
Parabéns, Papá. Desculpe-me pelas rebeldias, pelas respostas bruscas, pelas negações. A única certeza que lhe dou é o meu amor...sempre...

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Perspectivas...

Vejo poucas coisas que nos obriguem a colocar a nossa vida em perspectiva como a saúde de um filho... No meio daquilo em que se tornou a minha, aconteceu hoje uma coisa que me 'forçou' a ver as coisas de uma forma frontal e na altura, mesmo brutal.
Durante as férias ocorreu uma colisão frontal entre as minhas duas filhas que se dirigiam, qual dois comboios desgovernados, na mesma linha, mas em sentidos opostos. Tal como aconteceria com os dois comboios, se reais, o que se sucedeu estaria, caso fosse representado em banda desenhada, escondido atrás de diversas onomatopeias, tais como CRASH, BOOM, CATRAPUM e BANG.
Desta colisão frontal resultaram ferimentos médios na mais nova (que após colidir com a irmã acabou literalmente de cara no chão) e uma ausência total de mazelas na mais velha (ou pelo menos assim o pensava eu).
A mais nova perdeu mais um bocadinho dos dois dentes que já houveram sido partidos pela irmã ao atirar-lhe um livro que ela não agarrou e que aterrou em cheio nos seus dentes, tendo-lhe partido os dois maiores da frente, à mais ou menos 1 ano atrás (nem sei bem quem hei-de culpar neste caso, pois uma atirou o livro, mas a outra não o apanhou, enfim...) e tem estado, desde esse dia, com as gengivas um pouco inchadas... Neste caso, considerando o tipo de lesão, só o tempo para fazer alguma coisa.
Já a mais velha, não se tendo queixado de nada na altura, nada se fez... O estranho foi quando no fim de semana, ela se começou a queixar de dores na maminha... Assim que ouvi as queixas associei logo à colisão e apenas lhe disse que tivesse um pouco de paciência que isso deveria ter sido do choque que tinha tido com a irmã e deveria entretanto passar. Mas a dor não passou e hoje, já mais atenta ao facto, talvez pelo tempo que agora distanciava a ocorrência que eu pensava ser responsável, resolvi inspeccionar a zona e eis que me deparo com algo que todas as mães devem temer... Um caroço no peito da minha filha!!! Telefonei de imediato para o pediatra das minhas filhas e lá consegui infiltrar-me, com a ajuda da administrativa do consultório, no meio de duas consultas, para que o pediatra pudesse avaliar o peito da minha menina...
O alivio apoderou-se de mim, quando o pediatra me disse que se tratava tão somente de uma glândula mamária a desenvolver-se e que as dores, desde que suportáveis e passageiras, eram de todo normais... Agora, o pior já passou, e a realidade é bem mais agradável do que os argumentos que povoaram durante o dia a minha mente, os quais, como já vem sendo meu apanágio, realizei de uma maneira exemplar.
Mas a verdade é que, com este drama que afinal nem tinha razão de ser (mas não devemos esquecer que esse facto era-me na altura desconhecido) coloquei a minha vida numa perspectiva de realidade total e cheguei á seguinte conclusão:
- Que se lixem as indecisões, que se lixe a minha vida sentimental, que se lixe o casamento ou o divórcio ou o que tiver que ser, que se lixem os meus sentimentos e vontades, sejam elas quais forem, a ÚNICA coisa que me interessa MESMO, é a saúde , o crescimento e o bem estar das minhas filhas! Tudo o resto é, como se costuma dizer, paisagem...sempre...